Videogames e realidade virtual: O que esperar da atual geração?


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realidade virtual 01Logo quando foi anunciado o projeto no Kickstarter Oculus Rift em Agosto de 2012, o Who’s Nerd? fez questão de noticiar aqui o aparelhinho que está vindo com a promessa de revolucionar toda a indústria de jogos como nenhum Kinect jamais foi capaz de fazer. Depois de mais de um ano de seu anúncio, ainda há muita especulação e expectativa em relação ao tal aparelhinho de realidade virtual. Mas e agora? O que esperar da atual geração de videogames?

Videogames e realidade virtual: Uma história que precede a atual década.

Na verdade, precede há quase duas décadas, já que o próprio filho bastardo da Nintendo, o Virtual Boy, foi lançado vergonhosamente em 1995. Para entender o porquê de fazer um portátil com essa tecnologia de realidade virtual naquela época, é necessário primeiramente entender aquela época.

Historicamente, o conceito de realidade virtual é bem mais antigo, já que desde a década de 1970 Myron Krueger já utilizava termos como realidade artificial em seus estudos de combinação de computadores e sistemas de vídeo[¹]. Definições do que realmente é a realidade virtual não faltam, mas simplificando o que não é tão simples assim, digo que realidade virtual é uma tecnologia de interface avançada humano/máquina, tendo como objetivo criar com a maior verossimilhança essa experiência interativa.

realidade virtual 02 - virtual boy

Apesar de ter “nascido” na década de 70, foi apenas na década de 1990 que a realidade virtual passou a ser mainstream. Se você viveu naquela época o suficiente para lembrar do que se passava, lembrará certamente do Super Sentai VR Troopers de 1994, ou até mesmo a não tão conhecida Super Human Samurai Syber-Squad também de 1994, essa inclusive tratava do tipo mais cobiçado pelos entusiastas da realidade virtual, que é o mundo virtual. Por falar em mundo virtual, ainda no final da década de 90 nos foi apresentado o crème de la crème dos filmes de ficção com a temática de realidade virtual, e se você pensou em Matrix, parabéns, você acabou de ganhar uma pílula azul. Outro caso isolado de mundo virtual, que nem de longe tem o mesmo impacto de Matrix, foi um episódio da série Lois & Clark: As novas aventuras do Superman, chamado “Virtually Destroyed“, onde Lois e Clark ficavam presos em um mundo virtual. Bem mesmo, mas fazer o que se a minha memória me trouxe esse exemplo? E eu não vou nem comentar sobre a série de filmes educativos onde a protagonista entrava em uma realidade virtual afim de ensinar “boas maneiras” aos marmanjos alienígenas.

Enfim, já deu para perceber que nos anos 90 a modinha (ou tendência, nunca sei diferenciar, até por que o termo tendência virou modinha) era a tal da realidade virtual, né? E se isso atingiu os filmes, seriados e demais ferramentas audiovisuais, não era de se estranhar que isso também atingisse os jogos eletrônicos, não é mesmo? A Nintendo que o diga, com o já supracitado Virtual Boy.

Quase 20 anos se passaram. E agora? Como anda a relação entre os videogames e realidade virtual?

E cá estamos no finalzinho do ano de 2013, e pouco ou nada se viu de evolução nesse ramo da tecnologia no que se refere aos videogames. Lembro que ainda nos anos 90, existia um simulador de realidade virtual em um grande shopping daqui de Fortaleza, e para jogar você tinha que pagar uma pequena fortuna por uma experiência ridiculamente limitada, com gráficos de fazer cachorro achar graça.

No entanto o assunto voltou a tona com o espetacular projeto Oculus Rift, que desde o seu anúncio já consegui atrair incontáveis investidores e muita gente competente para o time, com o próprio John Carmack (criador do Quake), Cliff Bleszinski de Gears of War e Unreal, e o próprio Gabe Newell, o poderoso manda-chuva da Valve.

realidade virtual 03 - Omni

Por falar em Valve, uma notícia quentinha que saiu do forno hoje mesmo, é a de que o Steam já acrescentou em suas categorias a de suporte a realidade virtual, o que fortalece mais ainda o apoio do tio Newell ao projeto. Mas o que esperar da tão sonhada e ainda não entregue de forma eficaz realidade virtual? Será que futuramente poderemos jogar Battlefield 4 sentindo na pele como é estar no lugar de um pequeno fuzileiro? Será que gritar FUS RO DAH vai ser imensamente mais divertido com o Oculus Rift? Será que os jogos de Survival Horror finalmente nos colocarão para jogar de fraldas? Essas e muitas outras perguntas ainda não foram respondidas de forma convincente, mas só nos resta esperar pelo sucesso dessa não tão nova tecnologia no âmbito dos jogos eletrônicos. Antes que eu esqueça, vale lembrar de outro projeto que já se mostrou bastante interessante trabalhando em parceria com o Oculus Rift, que se chama Omni, que é uma esteira redonda que aceita comandos de andar, correr, pular e se agachar. Interessante não? Com uma breve pesquisa no Youtube vocês podem achar material para encher os olhos por longos minutos. Esse que vos escreve acha que videogames e realidade virtual combinarão perfeitamente com os Date Sims japoneses, para os japoneses, obviamente.