Microtransações From Hell! Onde a indústria de jogos vai parar?


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igor_queiroz_microtransacoes.2013.11.27

Não é de hoje que questiono o rumo que a indústria de jogos eletrônicos está tomando, esses dias mesmo, ao falar do fim da sétima geração dos consoles, resolvi criticar o empenho de algumas empresas em faturar uma c@R@!#@da de dinheiro as custas da ingenuidade da molecada. Digo molecada, porque não é difícil ver alguma notícia que um determinado infante estourou o limite do cartão de crédito da mãe/do pai (ou dos dois, vai saber…) adquirindo mimos dentro de algum jogo qualquer.

Jogo VS Realidade VS Ganância

Não sei vocês, mas eu encaro os jogos eletrônicos como uma forma de entretenimento onde naqueles momentos de diversão eu fujo de toda e qualquer realidade, para me aventurar em um universo digital onde o fundamento da diversão pode ir desde algumas partidas despretensiosas de Battlefield, até acompanhar o épico enredo de algum RPG (seja ele japonês ou não). Dito isso, segue o cenário:

“Ao longo de sua incansável jornada, Nuvem, um personagem misterioso, desmemoriado, loiro dos cabelos espetados e possuidor de uma força cavalar (força essa percebida pelo fato de Nuvem empunhar uma espada maior do que ele mesmo), se depara com uma loja de equipamentos em uma cidade qualquer. Dos itens dispostos nessa loja, a maioria é de um valor abaixo dos 1000 Gils (apesar de estranhamente Nuvem preferir que a moeda corrente se chamasse Veloso), porém, uma armadura de escama de Dragão Negro banhada a Mitrhil custa nada mais, nada menos do que R$ 15 reais… (Som de agulha de vitrola arranhando o disco). Êêêêpaaa, mas o que diabos é “real” nesse universo?”

Nesse cenário hipotético, mas ultimamente mais comum do que jogos que valham o seu suado dinheiro, vemos claramente uma quebra de clima ao perceber um maldito cifrão onde não deveria existir. Vejam bem, eu venho de uma época onde não existiam DLCs, in app purchases, modelos pay to win, ou uoréva, o máximo que se via eram os jogos para PC receberem expansões, como acontece até hoje com os jogos da Blizzard. Hoje é bastante comum ver jogos mesclando esses dois mundos entre dinheiro fictício e dinheiro real, principalmente se estivermos falando dos jogos casuais para dispositivos móveis. Essa prática sórdida então recebeu o famigerado nome de microtransação, que são pequenas quantidades de dinheiro de verdade gastas internamente em um jogo.

igor_queiroz_microtransacoes_02.2013.11.27

Toda vez que me deparo com uma situação dessas, não tem como não imaginar um empresário com um sorriso bastante similar ao do Coringa estendendo a mão e aguardando receber seus trocados por um mimo digital que não lhe custou mais do que algumas linhas de código, linhas de código essas que na minha época já vinham precificadas embutidas no valor do jogo. Mas enfim, isso sou eu apenas sendo ranzinza contra um modelo de comércio que claramente deu certo e veio para ficar, porque ele simplesmente não existiria por muito tempo se não houvesse aqueles que incentivassem essa prática da indústria. No mais, fica a dica: Protejam as suas crianças e vocês mesmos desse modelo comercial, pois nada justifica pagar R$ 5 reais em um abacaxi para a sua fazenda em Farm Ville se na sua geladeira real você não tiver nem um Alface.