Análise: Guerra Mundial Z


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Então Nerds, que tal saber o que esperar da nova aventura de Brad Pitt nos cinemas, agora enfrentando famigerados zumbis?

Guerra Mundial Z: Revolucionário ou Clichê?

No ano de 2004, Zack Snyder foi o responsável por trazer os Zumbis de volta à Cultura Pop com Madrugada dos Mortos, sua refilmagem de Despertar dos Mortos de George Romero, grande mestre do subgênero. A partir daí houve uma verdadeira tsunami de produtos voltados ao tema, entre filmes, seriados, HQs, livros, etc. Pois agora em 2013 o diretor Marc Foster é o responsável por dirigir o roteiro de Matthew Michal Carnahan, Drew Goddard e Damon Lindelof baseados no livro de Max Brooks, Guerra Mundial Z, de 2006, como continuação do livro The Zombie Survival Guide, de 2003.

Gerry Lane (Brad Pitt) é o pai de uma típica família americana da Filadélfia quando o mundo é acometido por uma vasta epidemia que vem transformando as pessoas nos famigerados mortos vivos devoradores de carne humana. Para garantir a segurança de sua esposa Karin (Mireille Enos) e suas filhas Constance (Sterling Jerins) e Rachel (Abigail Hargrove) ele faz um acordo com seu antigo chefe Thierry Umutoni (Fana Mokoena) de ajudar um jovem cientista em uma busca pelo mundo para encontrar uma cura para a doença.

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Depois de um interessante prólogo, durante os créditos, mostrando como a infestação com uma variação do vírus da Raiva ocorreu, conhecemos a família de Gerry no momento em que o mal se espalha pelos Estados Unidos. Por conta de sua relação com Thierry, ele acaba sendo recrutado para liderar uma missão pelo mundo em busca da cura para a epidemia, passando por Coréia, Índia, Israel e Inglaterra.

O roteiro tem altos e baixos ao longo da projeção. Se é hábil em mostrar o desenvolvimento da epidemia ou contar, em etapas, o passado militar de Gerry, o seu envolvimento com Thierry ou mesmo com a família é superficial, jogando elementos dramáticos naquela relação que nunca são usados, como alguns problemas físicos das filhas, ou até mesmo entre o casal. O filme também abusa de personagens que não dizem a que vieram, como o garoto latino que passa a acompanhar a família Lane.

E mesmo nos diálogos também existe essa inconstância. Um pesquisador faz um interessante paralelo entre a mãe natureza e um serial killer, mas não vemos Gerry contar um fato importante que ocorreu durante um ataque a sua família.

Brad Pitt mostra seu talento habitual, apesar das citadas limitações do roteiro, ao conseguir retratar o desespero diante daquela situação, bem como todas as emoções muito bem construídas. É visível como sua personalidade muda ao conseguir voltar ao seu “mundo” militar, ainda que mantenha sua preocupação com a família.

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Os efeitos visuais estão competentes, dando credibilidade aos monstros, com pequenas falhas nas cenas de multidões de zumbis, mas nada que comprometa o longa. Infelizmente ficaram faltando cenas mais agressivas de ataques dos zumbis, dilacerando e mutilando as pessoas, provavelmente para conseguir baixar a censura do longa.

Marc Foster consegue criar excelentes sequências de ação com ótimo senso de urgência com a mesma competência que cria momentos de tensão. Toda a passagem por Israel é de tirar o fôlego, com destaque para a cena de escalada do muro de proteção da cidade.

Mesmo com pequenas falhas de roteiro, especialmente no terceiro ato, que parece um pouco “preguiçoso” em suas resoluções, Guerra Mundial Z atinge seu objetivo de ser um bom entretenimento no quase subgênero de zumbis.

Nota: 7.0/10

Sugestões: Se você gostou desse filme, assista Madrugada dos Mortos, Extermínio e Despertar dos Mortos.