E essa tal Corrida dos Ratos? Afinal, o que é isso? 1


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igor_queiroz_corrida_dos_ratos.topo.2013.04.16

Hoje farei um post atípico, diferente de tudo que já escrevi aqui no WN. Falarei um pouco sobre a tal da Corrida dos Ratos e de dicas de como sair dela e alcançar uma qualidade de vida realmente satisfatória.

Você está no corrida dos Ratos? Corra para as colinas!

Comecemos pela definição do termo, para alinhar todos os leitores no mesmo conhecimento. Segundo o pai dos burros da internet (a saber, wikipedia), Corrida dos Ratos é um termo usado para um exercício sem fim, autodestrutivo ou inútil. Esse termo é uma analogia aos ratos de laboratório, que em determinadas condições, praticam esforços inúteis ou para correr em uma roda indefinidamente até a exaustão, ou tentar escapar de um labirinto sem saída.

Trazendo para a nossa realidade, eu arrisco dizer que esse termo se encaixa perfeitamente em mais de 90% dos trabalhadores de todo o mundo, que em sua maioria estão sempre insatisfeitos com o seu trabalho seja pela baixa remuneração, seja pelo excesso de trabalho, seja pelo tempo desperdiçado com o trajeto casa/trabalho, trabalho/casa, seja pela falta de tempo para passar com a família, ou seja lá por que cargas d’água for. O sentimento que impera aos que estão participando dessa incansável corrida dos ratos, é o de pura insatisfação com o atual trabalho.

Até aí, nada de novidades, nem seria preciso criar um termo só para descrever algo tão comum e rotineiro, porém dentro de cada insatisfação dessa, pode haver uma grande falta de atitude do próprio ser insatisfeito. O escritor Nigel Marsh, é detentor de uma frase que pode explicar um pouco essa afirmativa:

“A Maioria das pessoas trabalha por muitas horas em um trabalho que odeia, para gastar com coisas que elas não precisam, para impressionar pessoas que elas não gostam.”

Outra frase sobre o tema que é bastante interessante, é a dita pelo autor William Sloane Coffin, onde fala que “Mesmo se você ganhar a corrida dos ratos, você continua sendo um rato”.

Ok, definitivamente não sou um Homem, sou um rato. O que eu faço?

Pois bem, meu caro roedor, está na hora de você criar asas e virar um condor, e deixar essa vida de presa para um passado distante e sombrio.

Guarde mais, gaste menos!

igor_queiroz_guarde_mais_gaste_menos.2013.04.16

Independente de qual seja a sua insatisfação com o trabalho, um dos grandes motivos que levam alguém a se sentir inseguro quanto a sua saúde financeira, é estar sempre com a corda no pescoço ao final do mês. E isso reflete diretamente em um dos grandes pilares que fazem você ser um rato, e não um condor.

Um sábio amigo um dia me mostrou um cenário hipotético, e ao final da explicação fez uma pergunta:

“Duas pessoas são assalariadas, a pessoa A, ganha R$ 1500 reais ao mês, enquanto a pessoa B ganha seus R$ 1000 reais ao mês. A pessoa A, não consegue juntar sequer R$ 1 real ao final do mês, enquanto a pessoa B sempre consegue juntar R$ 500 reais ao final do mês. A pergunta é: Quem ganha mais?”

Não precisa ser um gênio para perceber que quem ganha mais, é quem junta mais. E por mais simplório que esse pensamento seja, a verdade é que ele é o caminho que você precisa seguir, para alcançar a sua tão sonhada segurança, que depende muito mais de você do que o salário que vem no seu contracheque. – Mas como eu faço isso? você se pergunta. É muito fácil, pequeno Padawan, primeiramente você precisa fazer o seu planejamento financeiro.

Para isso, você precisa definir primeiramente quanto você ganha líquido, quanto você gasta de contas fixas, e quanto você pretende poupar ao mês. Não há um percentual exato de quanto você deve poupar ao mês, mas o escritor e milionário Pedro Queiroga Carrilho, dá algumas dicas quanto a esse tocante, ao dizer que se você mora com os pais, não há motivos para que você não poupe pelo menos 50% dos seus rendimentos. É sabido que as pessoas mais bem sucedidas financeiramente poupam algo em torno de 20% a 25% dos seus rendimentos mensais, logo, se você é um adolescente que já possui alguma renda ou mesmo um pouco mais velho, mas que ainda mora com os pais, talvez seja a hora de pôr em prática o seu planejamento financeiro, para que a longo prazo possa desfrutar de uma vida financeiramente mais segura.

Meu emprego é coisa linda de Zeus, mas recebi uma proposta que oferece 500 dinheiros a mais. Aceito?

igor_queiroz_ze_pequeno_trabalho.2013.04.16

O assunto desse tópico é dos mais subjetivos, e requer acima de tudo autoconhecimento. Novas propostas de trabalho sempre são tentadoras, ainda mais quando elas oferecem alguns trocados a mais, no entanto, pense bem antes de tomar uma atitude como essa, e coloque na balança todos os prós e contras da sua possível mudança de emprego.

Tomarei a liberdade de exemplificar esse assunto, falando sobre um fato que está ocorrendo com um amigo meu que chamarei de Zé Pequeno, para preservar a sua integridade e discrição.

Zé Pequeno atualmente trabalha em uma empresa de tecnologia, que se encontra a uma distância considerável de sua residência, o que torna possível a ida e vinda em uma bicicleta. Zé Pequeno se orgulha em dizer que no seu atual trabalho ele tem o horário bastante flexível, o que nos dias de hoje não é tão comum de se ver nas empresas. Somado a todas essas vantagens, Zé Pequeno afirma que o seu ambiente de trabalho não poderia ser melhor, e que de longe ele não encara o seu trabalho como um fardo. A única reclamação de Zé Pequeno, é que atualmente ele não trabalha com a tecnologia que ele gostaria de trabalhar. Eis que Zé Pequeno é chamado para uma nova proposta, que oferece além de 20% a mais em seus honorários, a oportunidade de trabalhar com uma ferramenta que é de seu interesse. Um dos contras dessa oportunidade, é que o local de trabalho é 2 quilômetros a mais de distância do que o seu atual emprego, além da incerteza inerente de se arriscar em um emprego novo.

Com base nesse caso, será que há informações suficientes para determinar qual deveria ser a melhor escolha para Zé Pequeno? Acredito que não, visto que um dos fatores que poderia determinar a escolha seria a satisfação como profissional. E é justamente por isso que afirmo que esse assunto é muito subjetivo, porque requer autoconhecimento, visão a curto, médio e longo prazo, e um pouco de sorte também.

Esse que vos escreve, por exemplo, teve uma experiência passada bastante desafiadora, razoavelmente gratificante do ponto de vista financeiro, mas deveras desmotivadora. O que aconteceu comigo nessa experiência, poderia não acontecer com outros tipos de profissionais. Há aqueles que procuram um emprego menos desgastante, outros que já preferem o desafio da pressão diária de um ambiente turbulento. Seja lá qual for o seu perfil de profissional, uma coisa é certa (e clichê), faça o que você goste, que como diria Confúcio: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.

Nós precisamos melhorar a qualidade de vida da população

igor_queiroz_qualidade_de_vida_ruth_lemos.2013.04.16

Talvez você conheça essa célebre frase, talvez só não lembre que quem a proferiu foi a nutricionista mais famosa do mundo da internet, Ruth Lemos. Brincadeiras a parte, o termo qualidade de vida está cada vez mais presente no vocabulário das pessoas, e tudo isso deve-se ao sentimento muitas vezes ligado ao efeito corrida dos ratos, que tanto abala as pessoas que estão insatisfeitas no mercado de trabalho (entenda-se qualquer atividade remunerada que cause insatisfação).

Há quem procure trabalhar em um local mais próximo a sua residência, para fugir do caos do trânsito das grandes capitais, há quem procure trabalhar em casa, e aproveitar mais o tempo com a família, há aqueles que estão dispostos a mudar radicalmente de área de atuação para buscar algum sentido na correria do dia a dia. Mais uma vez, aqui o importante é se conhecer, saber o que lhe faz bem, e obviamente o que lhe faz mal. Só sabendo disso você pode se planejar, para buscar algo de seu interesse, que lhe traga a tão sonhada qualidade de vida. E o passo de reeducação financeira pode ser um grande diferencial para que você alcance esse objetivo.

No final das contas, assim como as dicas do Mestre dos Magos, esse post não tem exatamente a pretensão de lhe dar o caminho de volta ao parque de diversões | das pedras da vitória, mas sim de lhe aconselhar a tomar melhores atitudes nos seus assuntos econômicos, empregatícios e, quiçá, pessoais.

Curiosidade: O termo Corrida dos Ratos ficou popularmente conhecido através do livro Pai Rico, Pai Pobre, que é sempre indicado por algum professor de TGA (Teoria Geral da Administração).

  • LichChakus

    Bom Texto Cara, a mas pura verdade o que occorre todos os dias comigo e com tantos outros por ai. e muitos que não saem da zona de conforto e continuam na mesma. valew pelo texto.