E esse fascínio pelos JRPGs? Como tudo começou… 2


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Caros e estimados leitores do Who’s Nerd?, vocês bem devem saber do meu fascínio sobre os RPGs japoneses. Não é muito difícil encontrar alguma notícia ou texto meu que faça referência a esse subgênero tão cultuado lá na terra do Sol Nascente. Mas porque um estilo tão criticado ultimamente ainda me chama tanta a atenção? Porque uma fórmula tão castigada ainda me faz sentir calafrios ao se deparar por um bom e velho JRPG? Saibam isso e muito mais na sequência.

Tudo começa pelo começo (Ou não).

Lembro-me que lá em meados da década de 90, um boom estava surgindo no mundo dos games, e quando eu falo mundo, refiro-me especificamente ao pequeno arquipélago que recebeu por acaso o título de país. Sim, pequeno gafanhoto, estou falando do Japão. Esse boom chamava-se JRPG. Acredito que na época, por falta de grandes títulos ocidentais do gênero, eram chamados apenas de RPG. Obviamente, nessa época, eu nem sonhava em jogar um jogo dessa categoria. Primeiro porque pouquíssimos jogos desse estilo chegavam até o lado ocidental do globo, muito menos nesse fim de mundo chamado Fortaleza, e segundo porque na época eu era um reles fedelho, que dependia das economias suadas e escassas do meu nobre e amado pai e que, por sua vez, obviamente não tinha como me comprar uma fita original do Super Nintendo para saciar a minha curiosidade. Aliás, por falar em curiosidade, essa mesma vinha das inúmeras revistas de games que eu colecionava na época, que volta e meia mostravam imagens em baixa resolução dos JRPGs da época. Bons tempos aqueles.

Posso dizer, que de certa forma, a minha paixão pelos JRPGs começou antes mesmo de eu os conhecer de fato. Como disse acima, tudo isso por conta da curiosidade característica de um moleque em sua adolescência (ao menos um moleque nerd, suponho). Porém, a minha iniciação ao mundo dos RPGs japoneses só se deu com o afamado (e muitas vezes apedrejado) Final Fantasy VII. Aquele que viria popularizar o gênero de uma forma que nenhum outro JRPG jamais sonhou. Com animações em computação gráficas beirando a perfeição (na época), personagens 3D que hoje seriam facilmente confundidos com algum personagem de Minecraft, e um enredo cheio de plot twists, que hoje em dia seria chamado de clichê, mas fazer o que, né? Não posso esquecer de mencionar a belíssima trilha sonora criada pelo mestre Nobuo Uematsu, aquele que me fez “olhar” para as trilhas sonoras de jogos com outros “olhos”.

Beleza… FF VII, bla bla bla whiskas sachê, mas e aí: Por que esse troço é tão bom?

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Após a minha embriagante experiência com Final Fantasy VII, tudo que tinha HP, MP e similares para mim era lucro. Naquela época, tempo era um artefato que eu tinha em abundância, e eu o utilizava incansavelmente para debulhar qualquer JRPG que eu tinha a chance de jogar. Não entremos no quesito honestidade vs pirataria, pois eu seria desonesto com vocês se falasse que meus jogos era originais naquela época. Mas graças aquela minha inescrupulosidade momentânea, tive a oportunidade de conhecer e finalizar o máximo de jogos que o meu falecido PS1 pôde aguentar. Desses, posso dizer que a maioria eram JRPGs. E o vício era tanto, que nem os títulos em sua língua pátria me escapavam.

E eu disse logo acima que esse troço é bom, e tudo isso obviamente tem um motivo. E eu vos digo qual é em uma curta frase: A simplicidade da linearidade. Se os RPGs ocidentais de hoje se vangloriam pelo mundo imoralmente aberto, gráficos realistas estupendos, uma infinidade de sidequests irrelevantes e eventualmente algumas flechas no joelho incapacitadoras de aventureiros, os JRPGs seguem uma mecânica bem diferente, nos inserindo em um mundo razoavelmente grande, mas quase sempre seguindo um enredo bastante linear. Essa característica me chamava e ainda chama a atenção, por me colocar em algo como um bom livro interativo, onde eu até posso fazer algo diferente pontualmente, mas eu sei que há uma história bem definida e amarrada me esperando ao chegar as minhas 40 e poucas horas de jogo. Eu sei que em um JRPG eu vou me deparar com elementos como world maps (geralmente), trilha sonora acima da média, um enredo que se não for complexo, ao menos é bastante divertido, e incontáveis horas de encontros aleatórios e de level ups para customizar os meus personagens.

A era 16 bit foi regada de bons títulos do gênero, mas foi na era 32 bit que o gênero se tornou mundialmente conhecido. Se vocês forem reparar, hoje em dia até um jogo de esporte pega emprestado alguns elementos antes exclusivos dos conhecidos RPGs japoneses (não só os japoneses, mas você é esperto e entendeu que eu estou puxando sardinha para eles). Hoje em dia, todo jogo, seja lá de qual gênero for, quer lhe dar os dados da sua evolução, seja lá como for. Seja como técnico de um time de futebol em um Football Manager, ou seja como um atirador de elite em Battlefield. Não importa. Todo jogo hoje em dia tem algo que remete ao clássico elemento de todo RPG que é o level up.

Não entendi muito essa história mas me interessei. Onde eu acho bons títulos atuais, tio Igor?

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Meu caro, eis a pergunta de ouro. Citei a era dos 16 e 32 bit como as grandes eras de ouro do gênero, mas vi que já na sexta geração dos consoles, o gênero começou a perder a sua força, e hoje, na sétima, poucos são os títulos que valem a pena dedicar algumas horas. No entanto, como já havia dito aqui, nesse Natal de 2012 me dei ao luxo de comprar um PS3 Super Slim só para jogar Ni No Kuni: Wrath Of The White Witch. Esse é um dos poucos jogos da sétima geração dos consoles que chamou a minha atenção, e estou apostando todas as minhas fichas nele, que pelo que pude ver em sua demo, tem tudo para me agradar.

Confesso que desconheço outros títulos relevantes atuais, mas pelo que já li nos últimos tempos, o console que ainda trouxe bons títulos do gênero é o já defasado Wii da Nintendo. Se você não se importar com gráficos menos parrudos, pode ser que tenha uma boa experiência com títulos como: Dragon Quest X, Xenoblade Chronicles, The Last Story, e o último jogo da operação Rainfall que acabou de chegar no ocidente, Pandora’s Tower. Infelizmente todos os jogos da Operação Rainfall contam com um sistema de batalha um pouco diferente do que estamos acostumados a ver nos JRPGs clássicos, mas a tomar pelas críticas positivas, pode ser que ainda seja um bom investimento.

Entendi. Então na dúvida, me fala dos melhores títulos das gerações passadas!

Bem, para isso eu precisaria de mais inspiração para fazer um TOP JRPGs de todos os tempos (talvez eu faça), mas se serve como dica, vou falar alguns que vieram a minha cabeça agora, e que estarão sempre marcados na minha vida de viciado em JRPGs.

Snes: Final Fantasy IV, V e VI, Chrono Trigger, Lufia 2.

PS1: Final Fantasy VII, VIII e IX, Xenogears, Chrono Cross, Breath of Fire III e IV, Dragon Quest VII, Grandia, Star Ocean: The Second Story, Suikoden II.

PS2: Xenosaga I, II e III, Dragon Quest VIII, Persona 4, Suikoden III e V.

Bom, espero que tenha ajudado vocês. Qualquer dúvida, é só entrar em contato pela nossa página de contato, ou pelos comentários aqui embaixo.

  • Tks

    Talves a saga “Tales” tenha sido um destaque …

    • Com certeza a saga Tales é memorável, e faz parte da minha lista de bons JRPGs, só não sei se ela está na minha seleta lista de melhores JRPGS. 😀