Análise: O Poderoso Chefão parte II 6


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Bom, assim como o primeiroO Poderoso Chefão Parte II foi dirigido por Francis Ford Coppola e é uma fiel continuação de um roteiro adaptado do livro de Mario Puzo. O longa foi lançado em 1974, apenas dois anos depois de o primeiro da trilogia, tudo ainda muito recente, com a produção quase toda aquecida, os erros (meros detalhes) que tinham tiveram a chance de serem corrigidos, assim como os próprios atores que evoluíram e se aprimoraram em seus papéis. E já posso adiantar que o resultado disso tudo foi bastante positivo, superando inclusive O Poderoso Chefão Parte I.

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O filme de Ford Coppola conta duas histórias em paralelo. A de Don Corleone (Al Pacino) firme e forte tomando de conta dos negócios que o seu pai deixou e de toda uma família hipocritamente tradicionalista. E a saga do ainda pequeno Vito Andolini e toda a sua tragetória que se inicia na Itália e acaba na cidade de Nova Iorque (nessa primeira fase), e todos os acontecimentos marcantes que o transformaram em o Don Vito Corleone ( personagem de Robert De Niro), o famoso chefão, padrinhoGodfather de todos de sua cidade e líder de sua família. Enquanto na história que se passa em tempo presente (anos 50), o caçula da família, Michael Corleone, ainda com esperanças de tirar a família dos negócios ilícitos, direcionando para o mundo dos jogos (como se fosse menos ilícito) localizados em Las Vegas e Havana, percebendo que se concentrou demais nos negócios, tendo muitos, até então, aliados mudando de lado, chegando até a traí-lo (como seu próprio irmão, Fredo (John Cazele)), colocando o seu casamento em jogo, e a estrutura da família Corleone abalada, do outro lado, mostra como Vito Corleone construiu todo o império, um legado baseado em amigos, favores e sua família. 

O bacana disso é a sensação de que tudo isso está indo por água abaixo, toda aquela estrutura cheia de nós mal dados para todos os lados, pode simplesmente desmoronar. E o chefe de tudo isso e mais um pouco, Michael Corleone, aquele que antigamente era cheio de bons princípios,  a favor da pátria e contra tudo o que sua família fazia, agora estava fazendo o que talvez até o seu pai aprovaria – Passando por cima de tudo e de todos para resolver seus problemas e parecia que a cada decisão tomada, o buraco que já existia, metaforicamente, se abria ainda mais debaixo da base da família Corleone.

Apesar de Anthony Vito Corleone, filho querido do padrinho, dar um pouco de equilíbrio e mexer com as estruturas de seu pai, causando um pouco de dor, culpa e remorso por tudo de errado o que já fez, e Tom Hagen (Robert Duvall), o advogado com papel de conselheiro e uma pitada de anjo protetor, abrir um pouco os olhos dos acontecimentos para Don Michael,  dois grandes acontecimentos marcam essa segunda saga e fazem com que o Don, o mais fechado de todos, comece a perder o controle da situação – a primeira foi a separação de Kay Adams-Corleone (Diane Keaton) e toda a sua compostura que invade o território moralista do chefe Corleone, que se sente ameaçado e desorientado, só ela que é cheia de fortes principios ainda consegue deixar Don Michael Corleone com medo de alguma coisa – a segunda é a morte de sua mãe, mãe que é sempre uma figura decisiva dentro de uma ficção, aquela que pode consertar tudo, como também pode acabar com qualquer equilibrio que uma família possa ter, nessa caso, Carmela Corleone, interpretada pela atriz Morgana King, era o único suporte de união que ainda existia na família, inclusive, era por causa dela que Fredo, seu irmão, ainda frequentava a casa de Don Corleone, após a sua morte, muitas coisas, como essa, foram decisivas para deixar Michael ainda mais frio e calculista.

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Um outro grande aspecto que não posso deixar de comentar é sobre o roteiro divido em duas histórias paralelas. A linearidade que o segundo filme da história baseada no livro do poderoso Mario Puzo tem um novo desafio: Uma segunda história a ser contada ao mesmo tempo, que o Ford Coppola resolve encaixando paralelamente. As vezes parece ser uma comparação diretas dos acontecimentos e dos fatos ocorridos na história, outras parece uma continuidade e até mesmo um sonho, o bonito é ver tudo isso junto sem perder nadinha da estrutura linear original que o filme traz do primeiro, sendo uma sequência fiel e abre alas para o que estar poe vir.

Além disso, temos algumas curiosidades que devem ser mencionadas: Essa segunda parte do longa foi indicado para 10 categorias no Óscar, ganhou em 6 delas (3 a mais que o primeiro), ganhando, inclusive o prêmio de Melhor Filme. Os outros prêmios foram de Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante (Rober De Niro), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora. O que é muito justo, não acham? Então, fiquem a vontade para assistir, comentar e discordar com minhas opiniões! Até O Poderoso Chefão Parte III.


Sobre Helosa Araújo

Graduada em Publicidade e Propaganda e especialista em Moda e Comunicação pela Universidade de Fortaleza, eterna estudante e pesquisadora (tendo como principais temas a fotografia, sociedade, cultura e etnias) e dona do blog Tem Na Fotografia. Teve seu primeiro contato com a fotografia (propriamente dita) em 2005 e depois de trabalhar em vários setores da comunicação se entregou aos clicks em 2007 e hoje não sabe ver uma cena sem um determinado olhar crítico pensando em uma forma de enquadrá-la. Profissionalmente falando, Helosa vivia dividida entre várias categorias da fotografia, passeou como freelancer pela fotografia Social, de Moda, Publicitária, Newborn e Documental, hoje, repórter fotográfica do jornal Diário do Nordeste tenta cumprir o seu papel de comunicadora visual usando a fotografia como sua principal ferramenta.

  • anonimo

    Ohhhh, imbecil. Dom Vito Corleone era o Marlon Brando não o Robert de Niro. hahhahahahhahhaha

    • Ow anonimo imbecil (agora sim a descrição da pessoa está correta), você
      por algum acaso assistiu a trilogia Godfather (Poderoso Chefão)? Ou
      apenas ouviu falar? Sim Don Vito foi personagem vivido por Marlon
      Brando, MAS APENAS NO PRIMEIRO FILME. No segundo filme foi em grande
      parte vivido por Robert DeNiro, quando adulto, e por Oreste Baldini, quando criança.
      Antes de sair desrespeitando os outros, porque o que você fez não foi uma crítica, tenha antes certeza do que irá falar.

      • Nem precisei me dar o trabalho de responder… 😀

    • monb

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk bah meu tu não visse os filmes né kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk otário

  • Ricardo

    Esta saga literária de Mario Puzo caiu nas mãos certeiras do diretor Francis Ford Coppola. O filme ( assim como o livro ) é fantástico ( e um dos meus preferidos ). O filme em termos técnicos, até hoje, é atual. Conta com cenas gráficas que eu só tinha visto nos filmes de Sam Peckinpah ( outro diretor extraordinário ). ESCOLHAS, nada fica impune às escolhas.
    PS: Comprei a trilogia em BLU-RAY e as imagens estão restauradas, muito boas.

  • Fabiana

    Tem uma cena, onde o Advogado visita um chefe de outra família que esta preso e durante a conversa faz um citação referenciando um “livro” sobre um imperador romano ou algo do tipo. Alguém saberia me dizer, qual o titulo do livro?
    Ele fala o titulo, mas estou sem o filme para poder assistir e verificar a cena. Obrigada