Análise: A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 4


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Eu sabia que esse dia chegaria. Depois de quase 6 meses me dedicando a escrever sobre Cinema, com muito afinco, achei que estava realmente pronto para o maior desfio nesse período. Amanhecer – Parte 2. E mais uma vez, saí decepcionado do filme. Por quê? Dessa vez, por que o filme foi bacana. Vamos ver por quê?

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 convenceu ou não? Saiba logo abaixo

Sim. Chegou ao fim a Saga Crepúsculo, depois de 4 anos e 5 filmes. E sim, o diretor Bill Condon consegue entregar o melhor da série. O que não quer dizer,  necessariamente, que seja bom.

Depois de créditos interessantes, ligeiramente sombrios e utilizando imagens de células se misturando a sangue e imagens microscópicas de plantas, continuamos imediatamente de onde a história parou na Parte 1, com o despertar de Bella (Kristen Stewart), que agora é uma vampira. Depois de uma sequência bem construída, em que vemos a descoberta de seus novos poderes, o roteiro nos leva ao tema do triângulo amoroso BellaEdward (Robert Pattinson)-Jacob(Taylor Lautner), agora apostando um pouco mais no humor. E felizmente alguém se manifesta contra o inprinting Jacob com um recém-nascido.

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E realmente existem momentos divertidos, como a conversa entre Jacob e Charlie (Billy Burke, o melhor ator da série). Essa cena, diga-se, é a ÚNICA em Jacob aparece sem camisa durante toda a projeção e mais, a única vez em toda a série que isso ocorre por um motivo aceitável dentro da trama.

O fato de Bella ter uma filha chega ao conhecimento dos Volture, que temem que ela seja uma criança imortal, fato que já ocorreu outras vezes, quando uma criança é transformada em vampiro e, por isso, tem poderes maiores que outros vampiros, normalmente destrutivos.

A sequência em que o exemplo de uma criança desse tipo é citada tem um teor violento como nunca antes visto na série. Por conta desse temor, eles montam um grande grupo (me recuso a chamar aquilo de exército) para atacar o clã dos Cullen, que por sua vez, reúnem seus aliados para tentar evitar esse confronto.

A sequência que ilustra o recrutamento dos aliados dos Cullen possui, curiosamente, os melhores e piores momentos do filme. Enquanto vemos surgir o personagem mais interessante de todos os cinco episódios, o tradicionalista e patriota Garrett (Lee Pace), que odeia estrangeiros, principalmente britânicos,  também somos obrigados a ver vampiros índios da Amazônia brasileira, com maquiagem (!) e roupas de índios americanos. Outro vampiro com poderes interessantes, porém incrivelmente subaproveitado é Amun (Omar Metwally).

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Nestas sequências também recebemos várias informações que nunca haviam sido tratadas nos episódios anteriores, como o autocontrole de Bella e seu poder de “escudo”. E dessa forma o roteiro se desenvolve, com várias informações que mereciam mais tratamento sendo jogadas sem maiores explicações (E a desculpa “você não leu o livro” não funciona. Cinema é cinema, livro é livro). E esquecendo outros fatos importantes: Se os vampiros não sentem frio, porque usam roupas de frio mesmo quando estão sozinhos? Por que Edward deixou de brilhar com a luz do Sol? Por que não há uma mísera cena de Carlisle em Londres, quando sua esposa falou da importância de irem até lá novamente?

Já os efeitos visuais mantêm o padrão dos anteriores, oscilando sempre entre ruins e péssimos. Tanto no irritante e excessivo uso do chroma key, como nos ridículos movimentos de corrida dos vampiros. Ou também em todos os momentos em que aparecem os lobos do clã de Jacob, sempre inverossímeis. E a prometida como ”épica” sequência de batalha final, além de trôpega e mal coreografada, apresenta um desfecho no mínimo desonesto, com pouquíssimos momentos interessantes.

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No campo das atuações, infelizmente, o padrão também se mantém. O trio principal mostra sua habitual falta de talento e química. A propósito, de todo o clã dos Cullen, os únicos dignos de nota são Carslile (Peter Facinelli) e Alice (Ashley Greene). Dakota Fanning continua sendo desperdiçada e Martin Sheen, como Aro, o líder dos Volture, parece mais se divertir que atuar, soando sempre caricato. E a pequena Renesmee, além de um nome horroroso, é apenas assustadora, passando quase despercebida pelo filme.

Concluindo: o maior alento dessa conclusão da Saga Crepúsculo é que, agrada aos fãs (pelo menos é o que se pode deduzir pelas reações da plateia) e você que não é fã não vai ficar com vontade de furar seus olhos e tímpanos ou sentir seu cérebro atrofiando até o fim da projeção.

  • Carlos Eduardo

    Analise PERFEITA. Eu assisti o 1º filme e o último, ODIEI Crepúsculo, mas o Amanhecer foi bom, os problemas são aquelas cenas idiotas dos vampiros correndo, que vamos combinar ficou horrível e a falta de uso de alguns personagens, como o Garrett que é o melhor personagem do filme, junto com o Marcus (Que pensei que faria alguma coisa ¬¬’). Mas enfim nota 8,5 pro filme!

  • nayara

    afff eu estava achando q estava assistindo o melhor filme do mundo!!quando derrepente….puff tudo nao passava de uma visao!!!!q chatoooo

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