Análise: The Walking Dead (parte 1) 6


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Se você chegou até aqui, pode estar pensando que eu estarei fazendo uma análise do seriado de TV que leva o mesmo nome. Não, nobre criatura decrépita! Essa análise será  integralmente sobre o jogo da TellTale, que foi lançado para Xbox 360, PS3, PC e Mac OS e, mais recentemente, para iOs também.

Por ser um jogo baseado nos quadrinhos de Robert Kirkman (e não na série televisiva, que fique claro), você pode imaginar que o jogo é mais um shooter em primeira ou terceira pessoa, em meio a um apocalipse zumbi. Não amigo, essa não é a especialidade da TellTale, e sou grato a Zeus por isso. Esqueçam a ação frenética, pois The Walking Dead é basicamente um Adventure no melhor estilo Point and Click. Não se engane achando que o estilo point and click lhe deixará jogar tranquilamente e confortavelmente, é bem o contrário para falar a verdade.

Obs: Até o momento dessa análise, só foram lançados os episódios 1, 2 e 3 de uma saga programada de 5 episódios.

The Walking Dead: Episode 1 – A New Day

Tudo começa em um passeio no banco de trás de uma viatura policial. Você é Lee Everett e está sendo levado nessa bendita viatura por, supostamente, ter cometido um crime de assassinato. Já no começo, você é apresentado ao estilo de gameplay que The Walking Dead é fundamentado. Muitos diálogos com momentos de escolha irão guiar toda a aventura de Lee e os demais sobreviventes que você encontrar pelo caminho.

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Ao contrário de Rick Grimes, que já acorda alguns dias após o “início do fim”, Lee Everett é apresentado ao apocalipse zumbi em que se passa o mundo criado por Robert Kirkman logo em seu início. Após um acidente de carro bastante oportuno, Lee, depois de acordar de um desmaio, consegue escapar da viatura onde estava e então aprende rapidamente que “zumbi bom, é zumbi morto” dando um tiro de 12 na cabeça de um exemplar desses tais zumbis (mesmo que esse zumbi seja um policial fardado).

Após o primeiro momento de tensão no jogo, Lee percebe uma criança ao horizonte, mas essa logo corre para se esconder. Não muito depois, Lee percebe que não está só nas redondezas, e mais um bando de comedores de cérebro passam a persegui-lo na velocidade 1, que não seria tão eficaz se o negão modafoca não estivesse com uma perna fraturada. Ainda assim, Lee consegue escapar do ataque dos mortos-vivos e se vê no quintal de uma casa tipicamente suburbana americana, com direito a casa da árvore e tudo mais.

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Não quero me estender muito na narração de cada acontecimento do jogo, até porque não é meu intuito dar spoilers. Nesse momento do jogo, você será apresentado a personagem mais importante da sua jornada, Clementine, uma garotinha de 8 anos que está a espera dos seus pais que provavelmente não voltarão mais (ao menos não da forma como ela gostaria que voltassem, né?).

Aqui alguns diálogos trazem momentos decisivos, que definem como será a sua relação com a garotinha recém tomada como protegida. Eventualmente você irá se deparar com caras conhecidas dos quadrinhos, como o fazendeiro e veterinário Hershel, ou o entregador de Pizza mais cool dessa distopia zumbilesca, Glenn. No final das contas, esse primeiro episódio serve para lhe apresentar a mecânica do jogo, alguns personagens icônicos e como o mundo que conhecíamos mudou.

The Walking Dead: Episode 2 – Starved for Help

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Esse episódio já é iniciado apresentando um personagem novo chamado Mark, que entrou no grupo em algum momento após os acontecimentos de A New Day. Se no primeiro episódio o pior inimigo eram as hordas de zumbis, agora a escassez de mantimentos se torna outro grande problema para o pequeno grupo de sobreviventes.

Esse é considerado por muitos, o melhor dos três primeiros episódios lançados até agora. Divagar sobre o que levou esse episódio a ser o predileto dos três primeiros pode, inevitavelmente, gerar spoilers, e como eu disse alguns parágrafos atrás, essa não é a minha intenção. Mas posso dizer que, até agora, esse é o episódio mais sombrio.

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Aqui uma parte do episódio se dá no Motel em Macon, mais precisamente na fortificação que o grupo fez nos arredores desse motel, e a outra parte se dá na fazenda de gado leiteiro (de uma vaca só, que fique claro) St. John.

[Pseudo Spoiler Alert] Nesse episódio, qualquer semelhança com o filme de 2009, A Estrada (The Road), não é mera coincidência. [/Pseudo Spoiler Alert]

The Walking Dead: Episode 3 – Long Road Ahead

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E aqui chegamos ao terceiro episódio da aventura de Lee Everett, Clementine e cia. Depois dos momentos tensos do segundo episódio, mais uma vez voltamos para a fortificação do Motel em Macon. Os nervos de todos estão a flor da pele, e o inimigo pode estar mais perto do que você imagina. É com esse clima de insegurança e desconfiança que Long Road Ahead começa.

Esse me pareceu o mais longo dos três episódios. Se em Starved for Help a problemática é em torno da escassez de mantimentos, aqui a problemática é mostrar até onde o ser humano pode ir quando chega em níveis extremos de desespero. Sentimentos como paranoia, ira, depressão e falta de esperança estão bastante nítidos nesse episódio.

Nesse episódio, pelo menos aparentemente, as decisões feitas parecem ter mais peso. Não posso afirmar com toda a certeza até onde essas decisões são cruciais, porque joguei os três episódios em apenas uma sentada, então não sei o impacto real de algumas decisões.

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Concluindo a bagaça

Ainda é cedo para dar uma nota máxima para The Walking Dead, mas, desde já, digo que poucos foram os jogos que me fizeram ficar tão imerso, ao ponto de sentir uma angústia. Essa angústia eu lembro de só ter sentido apenas assistindo ao filme A Estrada.

Ainda pretendo concluir essa análise assim que eu terminar o quinto e último episódio, ou mesmo fazer uma análise detalhada do quarto e quinto episódio separadamente. De qualquer forma, quero recomendar a cada leitor nosso de cada dia, que jogue o quanto antes essa obra prima, pois eu garanto a todos vocês apreciadores de uma boa história dramática, The Walking Dead da TellTale é uma experiência necessária.

Obs²: A versão utilizada para a análise foi a versão para PC.

  • Jogo fantástico, não Igor? Nem parece um point-and-click, muitas vezes. A questão das escolhas, aliás, e as consequências, bem como o transporte dessas de um capítulo a outro, é algo simplesmente fora de série. Este é um daqueles títulos que fico aguardando ansiosamente pelo próximo capítulo. E se eu fiquei “chocado” no segundo, fiquei mais ainda com o terceiro!

    • Sem dúvidas, Marcão. Muito bom esse jogo, e de fato mal parece um point and click, acredito que mais pelo fato da TellTale não se prender muito na complexidade dos puzzles, que acabam por muitas vezes tirar um pouco o foco do storyline. Esse já se encontra na minha seleta lista de jogos para se jogar antes de morrer. 😛

      • Realmente Igor. Creio que a facilidade dos puzzles ajuda bastante. Você não tem de ficar quebrando a cabeça a toda hora, e assim, a imersão não é prejudicada. Aliás, não vejo a hora de jogar o episódio 4. Quanta demora…hehehe

  • Victor Botelho

    Muito bom o jogo e muito boa a análise.
    Gostaria de acrescentar a experiência que tive na versão para PS3:
    Apenas na parte técnica, a porcaria do “port” do jogo para essa plataforma está uma M.!!
    Toda hora que vai acontecer alguma nova “ação” acontece um LAG maldito alguns milissegundos antes estragando qualquer fator “susto/surpresa”.
    Como deixaram isso acontecer? O jogo nem é lá tão pesado assim.

    • Pô Victor, sério? Pelo menos na versão PC eu não tenho o que reclamar. Foi muito bom também ver minha noiva jogando e se assustando. O pessoal da TellTale fez um trabalho e tanto. 😀