5 caminhos para se tornar um desenvolvedor Indie de sucesso 6


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Como vocês devem saber, ser um desenvolvedor de jogos é um dos grandes sonhos desse que vos escreve, e sempre que posso trago algo relativo a GameDev para os artigos do Who’s Nerd?. Dessa vez, pego carona em um artigo publicado no site Gamasutra, que traz cinco dicas dadas diretamente por Robert Boyd, fundador da Zeboyd Games e criador de Cthulhu Saves the World e Breath of Death VII: The Beggining ou o seu mais novo Penny Arcade’s On the Rain-Slick Precipice of Darkness: Episode Three, sobre o que o desenvolvedor independente precisa para obter sucesso. Lembrando que essas dicas fazem parte da minha própria interpretação das palavras de Boyd. Sem prolongar mais a conversa, vamos às dicas?

1ª: Não faça sozinho

“Procure alguém que seja confiável, tenha tanta vontade de criar jogos quanto você, e seja proficiente em algo que você não é” disse Boyd. Vendo essa dica, eu percebo que estou exatamente no caminho certo, visto que meu grande amigo e colaborador do WN, Hugo, tem exatamente esses pré-requisitos que o tio Boyd se referiu.

Além disso, Boyd continua falando que há outras vantagens em se trabalhar em equipe, como você acaba tendo mais motivação, e passa a ter uma ideia mais clara da viabilidade das suas ideias.

2ª: Foque nos seus pontos fortes

Aqui a regra é óbvia: Foque no que você é bom. Se você tem boas qualidades em conhecimentos musicais, é provável que você queira fazer composições para um jogo. Se você for mais voltado para o lado da programação, é mais provável que você queira investir mais no código f0nte do jogo, e assim por diante.

Quando penso nos projetos que volta e meia eu crio com o meu amigo Hugo, vejo que nós dois temos qualidades bem parecidas no quesito criatividade, que geralmente são competências dos Game Designers (ou Projetistas de Jogo). Mas por trabalharmos também com programação e similares, creio que conseguimos suprir nossas necessidades programacionais. Fica nos faltando dois profissionais essenciais para um bom jogo (ao meu ver), um compositor e um artista. Portanto, fica a dica para quem quiser participar de um projeto conosco. 😀

3ª: Comece trabalhando em vários jogos pequenos ao invés de um grande e demorado projeto

Aqui vejo mais como uma escolha de cada um, mas a abordagem de Boyd deu bons frutos, visto que no ano passado ele e William Stiernberg conseguiram trabalhar full-time com desenvolvimento de jogos graças aos seus pequenos projetos e a fama alcançada da Zeboyd Games.

Segundo Boyd, a ideia é criar vários pequenos jogos para adquirir experiência e formar uma base de fãs, e com isso, arrecadar verba. Como eu disse acima, vejo isso mais como uma escolha pessoal, pois temos outros exemplos de lutas diferentes, como a de Phil Fish e Renaud Bédard, que passaram um tempo considerável para finalmente lançar o indie game FEZ, mas que conseguiu um sucesso estrondoso na indústria de jogos. No entanto, não desconsidero a opinião de Boyd, acho que é muito válida, e merece ser pensada na hora de se começar um projeto.

4ª: Foque no que as grandes publicadores estão deixando de lado

Nem preciso dizer que se você estiver pensando em criar um FPS sobre a segunda guerra mundial com baixo orçamento, você está fazendo isso errado, correto? Pois aqui a ideia é bem essa, procure criar o que o mercado não está ofertando. No caso de Boyd, ele resolveu se focar na comédia (apesar da série Portal, havia muitos poucos jogos apelando para esse nicho), ritmo acelerado (a maioria dos RPGs são grandes épicos que levam muito tempo até chegar às “partes boas”) e acessibilidade sem sacrificar a profundidade (a maioria dos RPGs de hoje em dia tem uma curva de aprendizado muito alta, mas se você olhar para os RPGs clássicos da era 16-bit verá que eles eram bem fáceis de aprender).

Em suma, procure fazer diferente, e sabendo dos seus limites de recurso, sejam eles o tempo, a verba ou simplesmente falta de mão de obra qualificada. Olhando para esse ponto, é bom você prestar a devida atenção na 3ª dica do artigo, pois talvez você conte com poucas pessoas para tocar o seu projeto.

5ª: Melhore a cada jogo

Se você olhar para os jogos da Zeboyd Games até agora, verá que houve uma grande evolução do Breath of Death VII: The Beggining até o Penny Arcade’s On the Rain-Slick Precipice of Darkness: Episode Three. A explicação dessa evolução é porque ao longo da trajetória da empresa, eles foram criando os jogos a partir dos conhecimentos adquiridos com os seus projetos antecessores (o que em gerência de projetos a gente chama de lições aprendidas).

Essa dica (obviamente) serve para quem já entrou no mercado, e está buscando um lugar ao Sol. Apesar de já ter alguns bons projetos em mente e documentados, ainda está faltando fechar o escopo de alguns para começar a botar a mão na massa, mas é realmente empolgante ver que essas dicas podem me servir demais como aspirante a desenvolvedor de jogos independente. Espero que isso ajude também a você, que assim como eu, tem essa vontade de ganhar a vida criando jogos eletrônicos. Vida longa ao GameDev! \o/

[via GamaSutra]

  • Felipe Bormann

    Muito bom, estou conhecendo o blog e eu com 16 anos, irei começar a desenvolver pra iOS daqui a uns 3 meses, por enquanto só app no WP7 ^^’

    • Fico feliz que tenha gostado, @7d568978f2f79f15ffccf11feaf443a1:disqus também sou desenvolvedor, mas ainda não comecei a desenvolver pra mobile… Boa sorte na sua jornada. 😀

  • Weslley Santos

    Muito boas essas dicas já faz um tempo que estou querendo criar um jogo indie, eu tenho varias boas ideias mas não sei como fazer pra criar o jogo

  • Fernando

    Cara, quais as Engines que você recomenda para que eu possa desenvolver um jogo indie?

    • Kalleb

      Recomendo Unity 3D, é uma excelente engine para jogos 2D/3D e para varias plataformas como windows/linux/mac/android/iphone/ps3/xbox360/ps4/xbox one/nitendo wii…uma boa ferramenta, tem varis tutoriais pela net sobre ela…boa sorte

  • Yuri Pedro

    Qual a importância de se aprender um software de modelagem, como o Blender ? Tenho conhecimento em Unity 5, com o Blender estaria complementando conhecimento ou andando para o lado ?