Alvanista, a nova rede social para gamers de origem cearense


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É com muito prazer que compartilho com vocês essa nova rede social para gamers que tem tudo para dar muito certo. Conheçam agora a Alvanista, uma rede social voltada inteiramente para o público gamer do Brasil, e futuramente do mundo (Muahahahaha).

igor_queiroz_alvanista_tela_inicial.27.06Antes de entrar em contato com o Kim Lima da Astux (empresa responsável pela criação da Alvanista), fui atrás de saber qual era a origem da empresa, e fiquei empolgado ao perceber que a mesma é tão cearense quanto o Who’s Nerd?. Sempre bom ver iniciativas locais obtendo o seu merecido reconhecimento. O Kim foi bastante receptivo e nos concedeu uma entrevista para sabermos mais sobre a Alvanista, acompanhem conosco um pouco sobre o que ela é e quais são os planos deles para o futuro.

igor_queiroz_alvanista_perfil.27.06Mas antes de prosseguir com a entrevista, é possível que você esteja se perguntando: redes sociais para gamers? Como assim Bial? Pois bem, nobre ser de curiosidade extravagante, saiba que já existem algumas redes sociais voltada para o público gamer. Esses redes sociais podem ter das mais variadas premissas. Desde reunir pessoas de interesse comum em uma rede social voltada para nicho, até criar uma biblioteca virtual de todos os jogos que você tem, ou finalizou, ou apenas jogou, ou tudo junto e misturado.

Ao longo da entrevista, você poderá ter mais noção das redes sociais que já existem, e qual é o diferencial que a Alvanista se propõe a trazer. Antes que eu me esqueça, quem quiser me adicionar por lá, é só clicar aqui no meu perfil. Sem mais delongas, let’s rock!

Who’s Nerd?: Sabemos que em se tratando de redes sociais, já existe de tudo nesse mundo, inclusive redes sociais para jogos como PlayFire, Raptr, WeGame dentre outras. Entrar em um mercado tão concorrido como o de redes sociais é desafiador, vocês acham que estão preparados para penetrar nesse mercado e obter sucesso com a Alvanista?

Kim Lima: Sim, é verdade que ultimamente estão surgindo muitas redes sociais e é provável que muitas delas não vão conseguir prosperar. Então é um desafio e tanto, até mesmo porque diversos fatores para o sucesso da rede estão fora do controle da equipe da Alvanista. A ideia surgiu quando estávamos procurando uma forma de gerenciar coleções de jogos e trocar recomendações. Analisamos as redes de jogos que já existiam e vimos que elas não eram muito boas para isso. Se houvesse alguma rede de jogos que fizesse isso bem, provavelmente a Alvanista nunca teria existido.
Começamos a fazer a Alvanista sem grandes pretensões e lançamos uma versão inicial somente entre amigos. Nosso enfoque social em compartilhar sua experiência com jogos é algo que nunca foi muito explorado por outras redes de jogos e a repercussão foi muito positiva. Hoje, a Alvanista já possui alguns diferenciais em relação as redes que já existem e temos várias ideias de como evoluí-la. Por esses e outros motivos acreditamos muito no projeto.

WN: Aliás, Alvanista é um nome que eu nunca tinha ouvido falar antes. De onde veio essa inspiração?
KL: Eu e o Bruno Cavalcante (co-fundadores) somos fãs de RPGs “low-tech”, como Chrono Trigger ou Secret of Mana. Queríamos um nome que fosse uma referência sutil a esse gênero. Após vários nomes cortados da lista, acabamos optando por Alvanista, que é uma cidade de um jogo de RPG de SNES chamado Tales of Phantasia.

WN: Qual é o maior diferencial que vocês estão buscando em relação às outras redes sociais do mesmo nicho?

KL: Não nos limitamos a focar somente em plataformas de última geração. Também prezamos por consoles antigos e outras plataformas emergentes como smartphones, pois tudo isso faz parte da experiência completa do jogador. Uma dos objetivos que envisionamos é a de ser a base de jogos mais compreensível e completa do mundo e isso, juntamente com o aspecto social, tem um potencial enorme.
A Alvanista foi realmente feita de fãs para fãs. Entendemos nosso usuários e prezamos muito por ideias e sugestões. Acreditamos que são pequenas coisas que fazem toda a diferença.

WN: Percebi que vocês preferiram optar por um visual mais ‘clean’, diferente das outras redes sociais desse nicho, que optam por um visual mais escuro e as vezes até confuso. Houve uma preocupação especial em deixar esse layout da Alvanista assim, ou isso já é padrão do desenvolvimento da Astux?

KL: Na verdade, toda a equipe da Astux compartilha um gosto por interfaces limpas e fáceis de usar. Criar a interface da Alvanista foi um dos maiores desafios do projetos e ainda não estamos totalmente satisfeitos. Com a evolução da rede e a chegada de novos recursos, temos que nos esforçar para manter a interface ‘clean’. É verdade que no mundo dos games as interfaces costumam ser muito carregadas e as vezes até confusas. A Alvanista foi meio que na contra-mão dessa tendência aumentando até a aceitação entre jogadores casuais.

WN: Notei que a rede social ainda está bem no começo, e vejo que ainda há espaço para muitas melhorias e adições. Como vocês estão fazendo para dedicar o tempo de vocês a esse projeto? Se possível, vocês podem revelar quais os próximos planos para a Alvanista?

KL: A lista de funcionalidades e melhorias que queremos adicionar na rede não está pequena. Estamos dedicando bastante tempo a Alvanista e quase toda semana aparecem algumas novidades na rede. Procuramos sempre decidir o que é melhor para a Alvanista a cada momento e aproveitamos muito os feedback enviados. Algumas das novidades que estão no forno são integração com Twitter, melhorias no feed de notícias e nos rankings de troféus, mas como eu disse, ainda temos muitas coisas que desejamos fazer. Estamos sempre postando as novidades no nosso Blog.

WN: Pelo que vi no Meio Bit, vocês estão fazendo esse projeto sem ajuda de patrocinadores. A longo prazo, o custo em manter servidores que comportem uma grande gama de usuários tende a ser alto. Como vocês pretendem trabalhar essas dificuldades?

KL: Verdade, atualmente a Alvanista é um empreedimento da Astux e não possui patrocínio externo. Ainda queremos evoluir muito a Alvanista, inclusive adicionando algumas funcionalidades que podem ser bem custosas. Por isso não descartamos a possibilidade de um bom plano de investimento para que consigamos expandir e escalar o projeto.

WN: Outra pergunta que o Dori Prata fez, e que eu tenho obrigação de repeti-la é: Qual o motivo de vocês terem obrigado a vincular a sua conta do Facebook com a do Alvanista?

KL: Experimentamos a utilização do registro nativo (sem necessidade de Facebook) no início do projeto e o que observamos foi que os novos usuários ficavam isolados, sem conseguir encontrar seus amigos e sem serem notificados quando um novo amigo entrava na rede. Eventualmente, a escolha de não vincular a conta ao Facebook, levava o usuário a abandonar a rede pela falta de interações. Por isso optamos em retirar o registro nativo, pelo menos por enquanto. Em breve, também daremos a opção de realizar o login utilizando o Twitter.

WN: Sabemos que há não só um gigantesco número de títulos para os mais variados consoles, como também um número gigantesco de consoles. Vocês pretendem formar essa base cobrindo todos os jogos feitos para todos os consoles já existentes?

KL: Todos os jogos feitos para todos os consoles existentes talvez seja muito ambicioso para nós no momento atual. Estamos andando um passo de cada vez, primeiro queremos cobrir as plataformas conhecidas para então começarmos a pensar em consoles menos conhecidos. Ainda não vi ninguém dizendo que sentiu falta do Jaguar ou do TurboGrafx-16 e a maioria das pessoas nem mesmo conhecem esses consoles. Então, creio que existem coisas mais prioritárias, mas também não descarto que no futuro consoles menos conhecidos sejam incluídos.

WN: Tendo em vista que a Astux é uma empresa nova no mercado, há interesse da parte de vocês em contratar novos talentos que desejem participar do desenvolvimento do Alvanista?

KL: Certamente que há interesse. A Alvanista, do ponto de vista técnico, é um projeto bastante desafiador, desde a infraestrutura até o design da interface vista pelos usuários. Utilizamos o estado da arte, tanto em infraestrutura, linguagens de programação e tecnologias assim como em processo de desenvolvimento de software. Este vem sendo um dos grandes diferencias da Alvanista, que nos permitiu um rápido desenvolvimento mantendo um alto padrão de qualidade. O projeto vem ganhando bastante visibilidade e, a apesar da equipe na Astux ser bastante versátil, não está longe o dia em que precisaremos de novos talentos para suprir a demanda.

WN: Como vocês estão percebendo a aceitação do público gamer dentro do Alvanista?

KL: A aceitação do público vem sendo muito positiva. Em geral, as pessoas vem gostando muito do projeto e o que não falta são mensagens de de apoio e incentivo. Vemos muito a Alvanista como um símbolo de que é possível sim criar um produto de alto nível mesmo não estando no Vale do Silício ou em outro grande polo.

WN: Por fim, vocês gostariam de dizer algo a mais sobre o Alvanista para os nossos leitores do Who’s Nerd? Se tiver deixado de perguntar algo a mais, podem se sentir a vontade para falar, ok?

KL: Gostaria de convidar a todos a apoiar e participar da Alvanista. Queremos criar um produto de padrão internacional mas começando aqui, em solo nacional, e podemos ser uma referência para empreendedores brasileiros de que é possível criar um produto de sucesso lá fora aqui mesmo no Brasil. Para isso, precisamo de todo o apoio da comunidade gamer e vamos seguir com o projeto sem poupar esforços para que seja a melhor e maior rede de games.