PROMETHEUS, é melhor do que o que parece ser.


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Desafiar tudo o que a humanidade passou a vida inteira pesquisando em um único filme é bem o estilo de Ridley Scott (diretor do longa). Desconstruir crenças e estimular novas possibilidades sobre a criação (claro, falando a língua ficção) é uma forma de prender a atenção de qualquer tipo e gênero de espectador (sem sombra de dúvidas). O visionário Ridley Scott (Robin Hood, Rede de Mentiras, Gladiador, Hannibal, A Lenda, Alien – O Oitavo passageiro) se inspirou em duas obras para o projeto Prometheus ser iniciado: Eram os Deuses Astronautas? (Erinnerungen an die zukunft, título original em alemão) do autor Erich von Daniken e o livro At the Mountains of Madness do autor  H.P. Lovecraft. Dois livros conhecidos de science fiction e tendo o tema Alienígena em evidência. Ok, sabemos que os fundamentos da criação e do roteiro do filme além de outras produções (como do próprio Alien) não foram por acaso.

Vamos direto para análise das técnicas:

Já posso começar essa análise falando do 3D desse filme (que é o que todos comentam, sempre). Antes mesmo de começar toda a sua história, seus créditos de início são fantásticos, são como testes de uma pequena nova magia em 3D, colocando todos daquela enorme sala de cinema em um mesmo cenário. Um filme todo produzido em 3D, posso afirmar que, a produção, pós-produção e edição são tão magníficos que você não vai sentir falta se não assistir em 3D nos cinemas. Assistimos em 3D e a sensação que eu tive foi que se não fosse, o filme continuaria com cenas lindamente envolventes. É claro que não dou 100% de créditos ao 3D para que as cenas possam envolver o espectador, não é isso. O que quero dizer é que a produção do filme, e a tecnologia utilizada já bastam.

A fotografia do filme ficou por conta do cineasta Dariusz Wolski que além de outras coisinhas a mais, carrega na bagagem filmes como: Cidade das Sombras (1998), Em má Companhia, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003), Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006), Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007), Alice no País das Maravilhas (2010), Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011). E esses foram os filmes que eu selecionei de uma vasta lista, os filmes que foram bem produzidos, ficção e movimentos.O que precisamos entender é que quando se trata de um science fiction como o Prometheus, se a fotografia não fizer a sua parte, o filme acaba sendo entregue apenas as edições, o que não tira valor de impacto, envolvimento e veracidades das cenas. Quando assistimos um filme, por mais mentiroso que ele seja, queremos que as cenas sejam aparentemente reais (bem feitas). E isso tudo, Dariusz Wolski conseguiu executar com maestria!

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Marc Streitenfeld ficou responsável pela música (impecável) e o roteiro ficou por conta de John Spaihts e Damon Lindelof.  Apesar de ser um tema (Alien), que para a história dos cinemas já está batido (ou quase perto disso), Prometheus superou todas as minhas expectativas com relação a isso. Um roteiro que se utiliza de um tema conhecido por todos nós, mas propondo uma nova possibilidade.

Ok, acho que você entendeu: Prometheus tem uma produção impecável e vale a pena assistir: Cada segundo da trilha sonora é envolvente, com uma fotografia fascinante, e um roteiro tão intrigante quanto o entusiasmo por cada cena assistida, que geram relações com as mais diversas crenças, leituras e outros filmes que somente toda uma vivência (ou experiência, quem sabe?) com o tema (Alien) dão conta. E mesmo assim, achei uma pequena cena tosca (que para mim não faria falta), mas essa eu vou deixar você decifrar assistindo. E enquanto isso, esperarei o próximo capítulo ser lançado para ter a certeza dos meus pensamentos (quanto a essa cena tosca).

E foi lançado o desafio: O casal mais lindo do Who’s Nerd?  (não porque só tem um) vai assistir toda a saga Alien novamente e juntos, faremos uma grande análise. Aguardem! 😉


Sobre Helosa Araújo

Graduada em Publicidade e Propaganda e especialista em Moda e Comunicação pela Universidade de Fortaleza, eterna estudante e pesquisadora (tendo como principais temas a fotografia, sociedade, cultura e etnias) e dona do blog Tem Na Fotografia. Teve seu primeiro contato com a fotografia (propriamente dita) em 2005 e depois de trabalhar em vários setores da comunicação se entregou aos clicks em 2007 e hoje não sabe ver uma cena sem um determinado olhar crítico pensando em uma forma de enquadrá-la. Profissionalmente falando, Helosa vivia dividida entre várias categorias da fotografia, passeou como freelancer pela fotografia Social, de Moda, Publicitária, Newborn e Documental, hoje, repórter fotográfica do jornal Diário do Nordeste tenta cumprir o seu papel de comunicadora visual usando a fotografia como sua principal ferramenta.