Old School: Metal Gear Solid 2


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No finalzinho da década de 90, em 1998 para ser mais exato, esse que vos fala estava com um sorriso de uma orelha a outra jogando Metal Gear Solid para Playstation até calejar os dedos (isso não acontecia literalmente, é só para enfatizar). O gênio japonês, Hideo Kojima, criara então a sua verdadeira obra prima. Superando inclusive (ao meu ver), os seus sucessores como Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, Metal Gear Solid 3: Snake Eater e até mesmo Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots.

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Metal Gear Solid tem todo esse mérito por um motivo: Inovação. Hoje em dia, é comum você jogar qualquer título ocidental e se deparar com um enredo digno de um filme hollywoodiano (Mass Effect, estou olhando para você), mas naquela época, o máximo que conhecíamos em um nível próximo, era a série da Capcom, Resident Evil. Kojima chutou bundas ao nos apresentar um jogo de espionagem com narrativa cinematográfica, trilha sonora estupenda (ao menos a da versão para Playstation), um enredo complexo (ao longo da série vemos que não é dos mais coesos, mas né?) e uma jogabilidade mediana (não deu para ser perfeito).

Mas assim como o Jack, o Estripador, vamos por partes. Analisar Metal Gear Solid de forma satisfatória é uma tarefa difícil, e eu espero conseguir falar sobre MGS de forma que quem quer que leia esse texto, ou sinta vontade de jogá-lo novamente, ou sinta vontade de conhecê-lo. Então, mãos à obra.

Tio Igor, como era o gameplay de Metal Gear Solid?

Caro leitor curioso, os alicerces da jogabilidade do primeiro Metal Gear Solid não diferem TANTO dos seus sucessores, sendo apenas um pouco mais cru e sem acabamento, devido à expertise (ou falta dela) da época. O jogo não possuía movimentação de câmera (coisa que só veio a existir em Metal Gear Solid 3: Subsistence), as ações de Snake limitavam-se a correr pelo cenário, agachar parado ou rastejar quando em movimento, além das inúmeras armas disponíveis e itens a sua disposição.

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Criticando friamente, a jogabilidade de Metal Gear Solid era mediana, os controles não eram tão precisos quanto deveriam ser, e muitas vezes a câmera não favorecia as nossas estratégias. Não me entendam mal, o ato de jogar Metal Gear Solid era extremamente prazeroso, mas criticando a jogabilidade isoladamente, esse é o meu ponto de vista em relação a mesma.

Lá atrás você falou da trilha sonora, e aí? É estupenda mesmo?

Olha, a trilha sonora de Metal Gear Solid é absurdamente linda (principalmente a música tema e a canção de encerramento). E é linda por se encaixar tão bem com todos os momentos do jogo. SÉRIO! Desde a música da introdução que vai crescendo de acordo com o progresso da mesma, até à música de alerta quando você é avistado por um guarda qualquer. Só de escrever sobre a trilha sonora de MGS, eu já começo a cantarolar mentalmente aqui enquanto escrevo.

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É válido lembrar que a trilha sonora foi feita pela equipe interna de compositores da Konami, contando inclusive com Kazuki Muraoka (que trabalhou em Metal Gear para MSX2 e Nes), e a compositora Rika Muranaka compôs a música que toca nos créditos do jogo, chamada “The Best is Yet To Come” que é cantada pela cantora irlandesa Aoife Ní Fhearraigh, e, finalmente, a música tema do jogo é uma composição de TAPPY (aka Iwase Tappi) da Konami Kukeiha Club.

Eita, tá começando a me dar calafrios. Me fala do enredo!

Aqui é onde mora a cereja do bolo em Metal Gear Solid. Como dito acima, antes de Metal Gear Solid, o máximo de profundidade de enredo que se via na época era o de Resident Evil, que, convenhamos, nem era tão complexo ou profundo assim. E fora isso, as tomadas de cena em MGS tinham um look and feel de obras hollywoodianas. Lembrando também, que todos os diálogos em MGS eram falados e com uma nitidez bastante convincente, tudo isso em um mísero CD-ROM (a versão que vinha com 2 CD-ROMS era a VR Mission).

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O plot de MGS envolve o lendário sabotador e infiltrador Solid Snake, que precisa se infiltrar em uma base secreta em uma ilha no Alasca, afim de neutralizar possíveis ameaças nucleares e contactar alguns reféns que se encontram na tal ilha chamada “Shadow Moses“. A premissa é basicamente essa, mas o desenrolar de toda a história e os personagens que você encontra durante ela, fazem toda a diferença na hora de pontuar o enredo de Metal Gear Solid.

Caramba, para tudo ficar perfeito, falta só falar dos gráficos.

Pois é, eis aqui o calcanhar de Aquiles de Metal Gear Solid: Os gráficos. Para a época, os gráficos de MGS eram razoáveis, até bem feitos, mas quando falamos de um jogo para Playstation que foi feito em 3D, infelizmente nos confrontamos com aquela velha história do jogo que não envelheceu bem.

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Não dá para criticar tão severamente um jogo feito para um videogame que ainda estava na aurora da tecnologia tridimensional. Haviam ali uma impossibilidade técnica de fazer um jogo bonito. Mas mesmo com as restrições técnicas que a Konami tinha, posso até dizer que eles fizeram o máximo deles, e fizeram bem, mas infelizmente é impossível jogar MGS para Playstation hoje em dia e achar os seus gráficos, sequer, razoáveis.

Bem amigos, tentei fazer uma análise breve sem fazer qualquer spoiler, já que há a possibilidade de alguém ainda não ter tido o prazer de jogá-lo. Há também uma versão mais bonitinha que fizeram para Game Cube em 2004 chamada Metal Gear Solid: Twin Snakes. Tenho pouco conhecimento sobre essa versão, mas pelo que andei lendo, a trilha sonora foi toda modificada, e pelo que andei escutando, essa nova trilha não me agradou. Espero que tenham gostado, e se tiverem, comentem aqui embaixo, o tio Igor agradece.

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  • Bob William

    Lágrimas rolaram aqui… consegui sentir o cheiro daquele tempo! Eu me emocionava com esse jogo! Me apaixonei pela Meryl na época, huahuahauua! Ficava angustiado na parte onde ela é capturada! Nunca tive coragem de desistir da tortura pra ver o final onde Meryl morria, kkkkkkkkk 😀

    Bela homenagem Igão!

    •  Machooooooo…. dois momentos ÉPICOS desse jogo é a luta contra a Sniper Wolf e momentos antes de enfrentar o Metal Gear REX, que acontece toda aquela dramalheira do Gray Fox versão Ninja…. Lágrimas másculas rolam só de lembrar! 😀