Nethack o crème de la crème dos RPGs para PC 3


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Olá, caros leitores do Who’s Nerd?, como prometido estou aqui para falar de mais um magnífico jogo, o Nethack. Caso você não o conheça, este link pode ajudá-lo. Em linhas gerais, o objetivo do jogo consiste em explorar uma gigantesca Dungeon gerada aleatoriamente em busca do “Amuleto de Yendor“.

Cada vez que você jogar, vai encontrar um jogo totalmente diferente e se por acaso seu personagem, que pode ser um de uma dezena de classes, morrer, game over pra você. É ainda possível que você encontre os restos mortais de seu falecido personagem em uma futura aventura (os famosos bone levels). Ah, para os jogadores iniciantes, não vou mentir, morrer será a regra para vocês. Não, eu não estou rogando praga ou algo do tipo, simplesmente será assim. A princípio, seu maior inimigo não serão hordas de Orcs, Goblins ou coisas do tipo… Seu maior inimigo será a FOME. Dificilmente você passará do terceiro andar na sua primeira jogada, EU TE DESAFIO. 😛

Como todo bom jogador, diferente dos jogadores de Locadora que só sabem apertar botões para pular diálogos e escolher jogos pela foto da capa, o ilustre leitor sabe que não só de gráficos se faz um bom jogo. Neste caso Nethack é o exemplo extremo.

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Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que ele é um dos jogos com mais de 25 anos de idade mais jogados DO MUNDO!!! Na verdade, onde existir algum tipo de processador provavelmente teremos uma versão do Nethack.

A mágica deste jogo esta no COLOSSAL número de possibilidades existente, é tanto que existe uma frase sobre ele: “O DevTeam pensou em tudo“. Só para se ter uma ideia, é tecnicamente possível convocar o próprio Deus (um deles, é claro) em pessoa para te ajudar na aventura.

Cada nova poção, cajado, livro, item ou pergaminho encontrado, será desconhecido para o personagem ao qual você poderá dar um apelido baseado nos efeitos observados ou utilizando um pergaminho, poção ou magia de identificação. Isto esta lembrando algum outro jogo? Sim, Nethack foi um dos pais de Diablo.

Claro que você não é obrigado a jogar com o gráfico padrão, existem várias e várias interfaces gráficas disponíveis, desde desenhos 2D, passando pelo isométrico até verdadeiros gráficos em 3D.

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Originalmente, existia somente uma versão deste jogo, porém, posteriormente foi criada a versão Slash’EM, que adiciona uma infinidade de classes, monstros, itens e magias. As principais diferenças vocês podem ver aqui.

Existe toda uma cultura envolta no mundo de Nethack, onde podemos encontrar desde quadrinhos  e mais quadrinhos à servidores onde podemos acompanhar pessoas jogando ao vivo. O grande objetivo do jogo, além de pegar o “Amuleto de Yendor“, é conseguir sair vivo da Dungeon e entregar o Amuleto para o próprio Deus (ou pelo menos um deles), ato este chamado de “Ascensão”. É curioso saber que existem pessoas jogando há mais de 20 anos que nunca conseguiram este feito.

Eu mesmo jogo há pelo menos 12 anos e nunca consegui uma Ascensão. Não que isto seja uma vergonha, mas é que o jogo É INSANAMENTE DIFÍCIL !!! Pelo menos aprendi alguns truques, como ensinar meu animal de estimação a roubar lojinhas, usar luvas para segurar corpos de criaturas petrificantes e usá-los como arma, etc, etc, etc. TODA nova partida se aprende algo novo, mesmo depois de 12 anos.

Para maiores detalhes, existe uma wiki só para ele, para mais curiosidades sobre os quadrinhos veja aqui. Pessoalmente recomendo o Vulture’s Eye, onde a aparência de tabuleiro e os menus de contexto do mouse são uma mão na roda. Também recomendo o Vulture’s Claw, a versão Slash’EM dele. A versão com os dois pode ser baixada aqui.

Vídeo do gameplay:

Desculpem a matéria, gostaria de escrever bem mais sobre o porquê gosto tanto deste jogo, mas infelizmente estou em viagem e sem acesso a um PC. É, estou escrevendo de um celular.

Até a próxima semana pessoal.


Sobre Hugo Galvão

Nascido nas Highlands, mais conhecidas como Guaraciaba do Norte, é forte entusiasta da indústria de jogos, assim como do desenvolvimento de jogos independentes. Licenciado em Ciências da Computação, almeja transformar sonhos em jogos e robôs.