Old School: Okami


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Não muito tempo atrás, conheci Okami, jogo da extinta desenvolvedora de jogos Clover Studio para Playstation 2 e posteriormente portado para Nintendo Wii. Na época de seu lançamento, toda a mídia especializada apontou Okami como um parente próximo de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, por ter vários elementos em comum com a obra de Shigeru Miyamoto.

Não há dúvidas que muitos dos elementos de Okami foram bastantes inspirados em Zelda, mas a obra como um todo difere o suficiente para não ser apontada como cópia. Se no clássico do Nintendo 64 temos um gameplay um pouco mais travado, onde o Link só tira os pés do chão em pontos onde lhe é permitido fazer isso, em Okami você tem uma sensação de controle dos movimentos da Amaterasu muito maior.

Outro ponto importante a comentar sobre Okami é a arte, o jogo inteiro parece uma pintura em movimento. Os movimentos da divindade em forma de loba são muito fluídos, o cenário todo faz você ficar admirado com o trabalho que eles fizeram com o PS2. Para combinar com o design todo voltado à cultura nipônica, a música segue a mesma direção, onde pode-se perceber perfeitamente vários instrumentos característicos da cultura japonesa.

E por falar em cultura japonesa, a própria história de Okami é toda baseada em vários contos e lendas japoneses. No jogo você controla Amaterasu, a deusa do sol reencarnada na forma de uma loba branca. Junto a ela está Issun, um artista do tamanho de uma polegada, que protagoniza várias cenas engraçadas. A deusa vem ao mundo para salvar o mesmo das garras do demônio de 8 cabeças, Orochi. Durante a sua jornada, Amaterasu e Issun se deparam com vários inimigos e vários cenários diversificados afim de salvar as terras de Nippon.

E para conseguir esse feito, a loba conta com o Pincel Celestial, um artefato que é a grande sacada do gameplay de Okami. Durante o jogo você vai obtendo novas formas de usá-lo, desde cortes em linha reta até a fabricação de bombas instantâneas.

Recomendo muito a quem não teve a oportunidade de jogá-lo, dar uma segunda chance ao jogo que foi muito bem criticado pela mídia especializada, e até hoje serve de referência para jogos como Street Fighter IV, Prince of Persia e Epic Mickey.

[via Eurogamer]