O inesquecível Nintendo 64 2


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Ainda lembro quando eu ganhei o meu Nintendo 64. A alegria e entusiasmo com os quais eu e minha irmã abrimos o pacote, em pleno dia das crianças, nunca saiu da minha mente. Ainda vivíamos naqueles tempos onde tudo era difícil, nem sempre tínhamos rápido acesso às novidades de tecnologia. E o Mega Drive e Master System eram os nossos queridinhos.

O 64, produzido pela empresa japonesa Nintendo, entrou no mercado japonês em 1995 com a promessa de ser o primeiro console com gráfico 3D, capaz de fazer todos babarem. E eles conseguiram, com todas aquelas cores vivas e um controle pra lá de inovador.  Foi o último console produzido que utilizava os cartuchos (é, aqueles que a gente assoprava, batia e rezava muito pra pegar) e tinha um processador mais avançado que os concorrentes.

O vídeo game chegou no Brasil com um preço muito alto, quase abusivo, o que fez as vendas não irem de acordo com o esperado. Passada a febre e toda a curiosidade acerca da inovação, os valores foram diminuindo e assim muitas pessoas adquiriram os seus exemplares.

Um dos fatos engraçados sobre o 64 era a dificuldade que todos tínhamos em jogar. Saímos dos jogos em 2D para experimentar o 3D. Claro que não seria fácil! E era sempre divertido tentar manter os carrinhos ou personagens agindo com certa coerência.

Meu primeiro contato com o 64 foi na casa da minha prima. Minha tia, já falecida, era comissária e trouxe um de presente para ela. Meses depois, a pedido do meu pai, ela trouxe um para a gente. Lembro com muito carinho o meu pai nos entregando a caixa e a felicidade que sentimos.

Não sinto saudades do Nintendo 64, porque ainda o tenho e tenho o prazer de jogá-lo sempre que a vontade bate. Se você é saudosista como eu, vai entender que não se trata de apego material o fato de eu ainda ter o meu. São as memórias de bons tempos de descoberta, de inovação, que não saem do nosso coração mesmo que se passem anos.

Chega de choradeira, vou lá jogar Mario Kart.

“A tradução da felicidade de uma criança ao ganhar um Nintendo 64″

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sobre Cecilia Medeiros

Carioca da gema, mora em Fortaleza. Webwriter, estudante de marketing e apaixonada por tecnologia, marketing digital, livros, filmes, e tudo que lembre a adorável infância vivida no Rio de Janeiro.