Planos de Frank Darabont para a segunda temporada de TWD eram épicos


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O primeiro episódio de The Walking Dead foi coisa linda de Zeus, não há quem negue isso, o resto da primeira temporada nem tanto. Culpa do, até então, diretor da série Frank Darabont? I don’t think so. A verdade é que a AMC, apesar de ter apostado na ideia de ter uma série de zumbis mas não sobre zumbis, teve a triste atitude de cortar gastos por conta da sua outra série de sucesso Mad Men.

O tio Darabont não só é responsável pelos excelentes filmes A espera de um milagre e Um sonho de liberdade, como ainda foi escritor de um dos filmes mais fodas da década de 80: A mosca 2. Isso e o fato do estupendo sucesso que The Walking Dead obteve, não foram suficientes para que a AMC achasse interessante mantê-lo como diretor da série, e aí o tio Darabont saiu da folha de pagamento dela.

Aí chegou a segunda temporada, com um episódio de estreia deveras interessante, inclusive me fazendo questionar se esse foi melhor do que o episódio de estreia da série e se a saída do Frank teria sido, assim, uma perda  tão valiosa. Bom, foi só no decorrer dos seus outros seis episódios que podemos constatar uma queda de qualidade assombrosa da série. Sério, gastaram sete episódios para contar uma história que se resumiria facilmente em dois ou três.

Eis que o ator Sam Witwer contou como seria seu papel no início dessa segunda temporada caso os planos de Frank Darabont tivessem sido seguidos, e logo o próprio tio Darabont assinou em baixo do que foi dito por ele.

O episódio que não existiu, contaria a história de um pequeno grupo de soldados, que chegaria em Atlanta em um helicóptero com o objetivo de chegar em um certo ponto. A trajetória não seria muito longa, coisa de uns doze blocos no máximo. E o que seria uma missão simples, passaria a ser uma bela guerra pela própria sobrevivência. Tudo isso gravado meio que em forma de documentário, com a câmera um pouco trêmula, mas não tanto.

Lá pelas tantas, no meio do episódio mostraria um grupo de soldados desesperados, atirando em tudo vivo ou morto que aparecesse em seu alcance, e no meio dessa algazarra estariam Andrea e Amy, que logo seriam salvas por um velhinho bondoso desconhecido, que viria a ser o personagem Dale.

Agora o personagem central do episódio, que nesse momento já seria o único sobrevivente do esquadrão, finalmente chegaria ao seu destino ─ Aquela barricada de esquina onde tinha um tanque de guerra na primeira temporada ─, mas infelizmente teria sido mordido por um dos caminhantes brancos zumbis fazendo com que seus últimos momentos fossem dentro do maldito tanque de guerra. Após aquele momento de reflexão pré-suicídio, o soldado azarado cairia em febre e rolaria um escurecer de tela. Finalmente, o episódio fecharia com o momento onde o Rick encontraria o tal soldado no tanque de guerra e daria cabo do infeliz.

Aí eu lembro da segunda temporada, e de tudo que ocorreu por causa daquela menina anencéfala e me pergunto: WHY, LORD? WHYYYYY????

[via Judão]