Mangás da Semana – One Piece 800


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one piece 800 - 001Salve, salve, nerdalhada! Nossa, como faz tempo que eu não escrevo nessa sessão que criei ainda no segundo semestre do ano passado. Sessão essa descaradamente inspirada na Conversa de Mangá do nosso site parceiro, Portallos. Desde Novembro de 2014 (One Piece 766 – aka 34 capítulos atrás) que não escrevo sobre os mangás de One Piece, ora vejam só. Bem, ao ler o último capítulo de One Piece (One Piece 800), tive o mesmo ímpeto de escrever sobre, assim como tive lá em 2014, quando li o One Piece 757. Bem, sem mais delongas, vamos ao que interessa, shall we? Lembrando que em todos os posts da nossa sessão Mangás da Semana sempre HAVERÃO SPOILERS!

One Piece 800 – Juramento de um Subordinado

Como já era de se esperar, esse capítulo de número 800 começa exatamente do ponto onde o anterior parou, que foi no momento onde o Luffy acabava de receber a proposta de assumir a posição de Capitão da frota dos subordinados do bando do Chapéu de Palha. Lembrando que essa frota possui o total de 5600 subordinados, contando com o gigante de Elbaf Hajrudin, o capitão pirata Orlumbus do enorme navio chamado Yonta Maria, o Leo da tribo Tontatta, o Cavendish e o próprio Bartolomeu além de outras figuraças.

Como já esperados por muitos, a atitude do Luffy inicial foi de se negar a aceitar toda aquela galera como subordinados, e portanto ele se recusa a compartilhar do saquê oferecido pelo Bartolomeu. Como pudemos ver nos acontecimentos de Marineford, não é só de força bruta que se faz um grande pirata, a exemplo do finado Barba Branca, que além de sua tripulação turbinada, ainda contava com um gigantesco número de tripulações piratas subordinadas. E é seguindo essa lógica que o capitão do Yonta Maria tenta convencer o Luffy, ao passo que o mesmo não dá muito atenção para esses “detalhes”.

O Luffy justifica então que ele quer ser o Rei dos Piratas, e não alguém “grande”. Ele diz que se algum dia o bando dos Chapéu de Palha estiver com problemas, ele vai gritar o mais alto possível por esses novos amigos, e que então eles apenas venham ajudá-los. Ele continua dizendo que o mesmo serve para eles, que quando algum deles estiver em perigo, que esse o chame que ele estará lá para ajudá-lo, reforçando o discurso de que não quer esse tipo de relação “pai e filho” e de que não quer ser um pirata “grande”. Isso faz com que o Bartolomeu comece a entender o tipo de Rei dos Piratas que o Luffy idealiza, que não tem nada a ver com ser um cara “grande”, mas sim ser apenas livre.

O discurso é interrompido por um ataque de canhão direcionado ao Yonta Maria. Leo acha improvável que seja a marinha, já que os Tontatta haviam costurado todos os navios da mesma. Acontece que o Leo estava certo, e os responsáveis pelo ataque são na verdade alguns caçadores de recompensa, que inclusive anunciam que querem pegar o Luffy da recompensa de 500 milhões de berries (é impressão minha ou a recompensa do Luffy subiu 100 milhões?). A reação do Bartolomeu e dos demais é de aumentar ainda mais a admiração por ele que se recusa a não respeitar a liberdade dos seus amigos. Isso faz com que eles tomem uma decisão unilateral de beber o saquê sem a necessidade de que o Luffy o tome. Em meio a isso tudo, os destroços de Dressrosa começam a cair sobre os caçadores de recompensa, e isso obviamente é ação do Almirante Fujitora, que inclusive chama essa ação de “um presente de despedida”.

No final das contas tudo termina com um bom banquete de final de arco e com um Luffy agora, mesmo que contra a vontade dele, superior a uma frota de 5600 subordinados. Cada um resolve seguir o seu rumo livremente, mas a partir desse ponto com o juramento de que estão a total disposição do bando dos Chapéu de Palha.

Ainda nesse capítulo, sobre a atitude do Fujitora, é possível ver ele secretamente agradecendo as ações do Luffy em Dressrosa, principalmente por ele ter limpado a barra da Marinha. Cara, ele agradece do fundo do coração dele, e isso por si só é MUITO foda. Esse agradecimento, no entanto, que era pra ser secreto, acabou sendo ouvido pelo Sengoku, que agora longe da posição de Almirante de Frota, parece estar bem mais “relax”. Aliás, essa atitude do Fujitora deixa mais claro que o mesmo estava dando tempo aos Chapéu de Palha para se recuperarem. No finalzinho ainda é possível ver a Rebecca e o Kyros de longe avistando o sucesso da fuga dos Chapéu de Palha e o Kyros chorando por agora poder sentir o calor da mão da sua filha.

Uma última observação é a de que na página final desse capítulo, parece ser a primeira vez (ao menos que eu me lembre) que o Oda utiliza o recurso narrativo de “foreshadowing”, que nada mais é do que antecipar alguma informação, mesmo que bem superficial, para gerar expectativa do leitor/espectador. No caso, é dito que aqueles sete que juraram subordinação aos Chapéu de Palha vão seguir os seus caminhos e irão evoluir cada um a sua forma, mas eles serão responsáveis por um grande evento que ainda irá ocorrer no mundo de One Piece. Cara, eu vos digo uma coisa: O Oda conseguiu mais uma vez.

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