Mangás da Semana: One Piece 757


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Eis o capítulo responsável pela criação dessa nova sessão do Who’s Nerd? (Desculpem-me pelo “leve” atraso). Esse mesmo, o capítulo 757 do mangá de One Piece. Depois de anos e mais anos acompanhando semanalmente One Piece, finalmente resolvi tecer alguns comentários sobre a minha obra predileta no que diz respeito a mangás feitos para a juventude, mais conhecido como os shounens. Lembro de ter começado a ler os mangá de One Piece quando o mesmo se encontrava lá no Japão no começo da saga de Water 7, em meados de 2004, mais ou menos. De lá para cá já se passaram longos 10 anos, e ainda tenho a impressão de não fazer tanto tempo assim, talvez pela falta de pressa em ver a obra do mestre Eiichiro Oda chegar ao fim (efeito inverso em relação aos outros mangás da nossa sessão Mangás da Semana). De toda forma, vamos ao que interessa, que no caso é a resenha sobre o excelente capítulo dessa semana de One Piece. Sempre lembrando que, HAVERÃO SPOILERS!

One Piece 757 – Trump Card

Como nos últimos capítulos, a capa dessa semana dá continuidade às desventuras do Jinbe rumo a tripulação dos Chapéu de Palha, eu particularmente estou achando meio bizarro essa sequência de capas, mas imagino que ela tenha um maior apelo para o público japonês e seu humor peculiar.

 

O capítulo já começa frenético, mostrando mais uma vez que o Bartolomeo tem todas as qualidades que um personagem em One Piece precisa ter para passar de um mero coadjuvante a um novo membro dos Chapéu de Palha. O absurdo comprometimento (e até fanboyzismo) dele não só com o Luffy mas com todos os membros da tripulação, garantiriam a ele facilmente o título de funcionário do ano. Em apenas cinco páginas ele defende duas vezes (sendo uma delas bem inusitada) os Mugiwara, cria uma escada de barreira (barrier) (o poder da Akuma no Mi dele) que leva direto para o quarto andar do palácio e ainda dá tempo de explicar a vulnerabilidade da fruta dele. Tudo isso em cinco fuckin’ páginas. Chupa Kubo Tite! (perdoem-me pela falta de classe).

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Outra coisa que eu achei muito legal, mas muito legal mesmo, foi a postura do Cavendish em relação ao Farul, seu cavalo. Apesar daquele estilo metade cavalheiresco e metade attention whore, a decisão de colocar o Farul a frente da sua fama me fez ter muito mais respeito pelo Cavendish do Cavalo Branco. Além dessa atitude, ele ainda foi capaz de se colocar como defensor do Bartolomeo após descobrir a fraqueza do nosso-quem-sabe-mais-novo-mugiwara.

 

Como se não bastasse, ainda nessa cena, a Robin protagoniza um dos “N” momentos fodas desse capítulo, quando fala para o Bartolomeu que entende como ele se sente, e que vale a pena arriscar a vida pelo capitão dela, já que ele sempre foi o trunfo (momento esse que explica o título do capítulo, by the way). Além de mostrar que ela não está ali só para assistir a luta, e que também pode ser um excelente momento para ela mostrar de uma vez por todas para que diabos serviram esses dois anos de treinamento com os Revolucionários.

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Na sétima página (isso mesmo, sétima página) cortamos a cena para a luta entre Sabo e o Almirante Fujitora, esse segundo se mostrando bastante dissimulado, mas isso não passou despercebido pelo segundo em comando do exército Revolucionário, e após pressionar o almirante para que ele deixe de fingir ser tolo, o mesmo revela enfim o seu poder de gravidade horizontal monstruoso, ao passo que Sabo parte para cima dele deixando em aberto para um próximo capítulo a continuação desse confronto.

 

A terceira cena se passa no quarto andar do palácio, exatamente de onde o capítulo passado terminou. A gladiadora Rebecca de cara a cara com o responsável pela morte de Scarlett, sua mãe, o oficial de elite dos piratas do Donquixote, Diamante. Ao contrário daquela personagem resoluta, mesmo que nem sempre tão corajosa, dessa vez ela entra em verdadeiro pânico ao ver o seu algoz, e no desespero ela grita implorando pelo seu salvador, o Sr. Soldado, e é então que Kyros aparece imponente para salvar a sua filha indefesa. As palavras de Kyros para a Rebecca ainda estão ecoando na minha alma até agora, tão profundas elas foram. Dizer que ela finalmente não precisará mais lutar fecha um arco importante na vida desses dois personagens, mas principalmente para o Kyros, que mesmo transformado em um brinquedo com todas as restrições que isso causava, ainda assim foi capaz de preparar a sua filha para uma vida dura de provações até esse derradeiro momento. Lembrando que tudo isso regado a vários flashs da Rebecca finalmente relembrando do seu pai (a perda das memórias daqueles que viraram brinquedos é outro dos efeitos colaterais do poder da fruta da Sugar).

 

Todo esse momento emotivo para finalizar com chave de ouro com a chegada do Luffy e Law ao quarto andar, e o Law finalmente sem as algemas de Kairoseki. O circo parece que finalmente está se fechando, e ao que parece esse arco de Dressrosa finalmente vai chegando a sua conclusão. Quem viver, verá!

 

Minhas considerações sobre esse capítulo e o que poderá vir a frente são: É simplesmente impressionante como o mestre Oda consegue, depois de todos esses anos, ainda causar tantas doses absurdas de emoção. Esse capítulo trabalhou de forma épica os acontecimentos atuais, fechando bonito a história da Rebecca com Kyros, o pai dela, e o que vier daqui pra frente em Dressrosa desses dois personagens é lucro. Esse que vos escreve também sempre achou muito bem trabalhado esse efeito que o Luffy tem de impactar positivamente as pessoas, efeito esse infinitamente superior a como nos é apresentado o efeito similar de Naruto em seu mangá homônimo. Frases como a de Robin só nos ajuda a reafirmar esse sentimento, e não duvido nada que esse efeito já tenha mexido demais com o Trafalgar Law. Não vejo a hora de ver o desfecho desse arco, que de longe está sendo um dos mais épicos de todo o mangá, superando inclusive arcos como Alabasta e Enies Lobby.

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