Mangás da semana: Naruto 689


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A sessão Mangás da Semana foi criada ontem e tendo em vista que você provavelmente já deve ter lido o nosso texto sobre o capítulo 593 de Bleach, pouparei de vocês de demais apresentações desnecessárias, bastando saber que esse texto tratará de comentar os eventos que ocorreram no capítulo 689 do mangá Naruto. Evitando qualquer aborrecimento futuro, deixo claro que HAVERÃO SPOILERS.

Naruto 689 – I Love You

Com um título como esse e levando em conta os últimos acontecimentos do mangá, não resta muitas duvidas do que irá se tratar esse capítulo, mas não “priemos cânico“, chegaremos lá. É verdade que muito semelhante ao que vem fazendo o tio Kubo Tite, sabemos que Masashi Kishimoto anda estendendo mais do que deveria o longo e enfadonho arco da, que parece ser, última guerra dos ninjas. Talvez a maior vantagem do Kishimoto em relação ao Tite, é que mesmo com essa história que parece não ter fim, ao menos em relação a conteúdo, os capítulos de Naruto sempre me pareceram mais robustos, mesmo que para isso tivéssemos que ser bombardeados por clichês já bastantes conhecidos desse mangá, que usou e abusou da recorrência de eventos. E eu nem vou comentar as liberdades que o criador as vezes sempre toma de moldar a seu bel prazer as regras do universo de Naruto que ele mesmo criou. Técnica essa muito conhecida por aí pelas internets como: Kishimoto no Jutsu.

 

Deixando o devaneio de lado, voltemos para o capítulo 689, onde o mesmo começa no exato ponto onde parou o seu antecessor, que no caso é o cansativo combate entre o ex-atual Time 7 e a Kaguya, onde o Kakashi copiador acabara de resgatar a Sakura da morte certa com o seu recém aprendido instantaneamente Susanoo. Após consumir o chakra dos bijuus, Kaguya prepara uma colossal gudoudama e segundo o Zetsu Negro, que fica escondido na manga do manto dela, criará uma nova dimensão que utilizará os que lá estão como sacrifícios para essa tal criação.

 

Nesse momento, Kakashi assumindo a liderança e sendo tão overpower com o seu Mangekyou Sharingan quanto o Sasuke (ou até mais, segundo o próprio Naruto), resolve que aquela será a última missão do Time 7, e ela será nada mais (óbvio), nada menos (esperado) do que salvar o mundo. A partir daí o capítulo é toda uma sucessão de cenas de ação com uma alta carga nostálgica, já que finalmente o Time 7 está agindo tal qual fora anos atrás, onde os tempos eram mais simples e a leitura do mangá era mais prazerosa, ao menos pra mim.

Kakashi, agora com controle pleno sobre as habilidades herdadas do sharingan de Obito, faz uso de todas técnicas possíveis, desde o Kamui até a habilidade dimensional do Obito de fazer com que os objetos passem através de seu corpo. Nesse capítulo tem direito até a Raikiri melhorado com Kamui. Tudo isso embalado em uma estratégia planejada antecipadamente no calor da batalha, feito típico da habilidade estratégica do ninja copiador.

 

Diante de uma verdadeira emboscada, a Kaguya tenta se desvencilhar de um Naruto e um Sasuke que estão em sua cola, e aqui o apelo ao passado chega ao seu ápice, já que vemos técnicas elementares fazerem toda a diferença na estratégia. O Naruto, que vem atacando pela esquerda da Kaguya, se prova ser apenas um Kage Bunshin, e o Sasuke da direita é na verdade o próprio Naruto utilizando Henge no Jutsu, e para completar, no momento exato Sasuke, também utilizando Henge misturado entre os outros Bunshins do Naruto que estavam há uma certa distância, utiliza a técnica de troca do Rinnegan no Bunshin do Naruto que estava ao lado esquerdo da Kaguya, e, na sequência, Sakura que até o momento estava totalmente apagada, desce com um belo soco, fruto do seu monstruoso taijutsu ensinado pela Tsunade, para fechar o cerco. A conclusão do capítulo é um sorriso de um líder que ama seus pupilos. Tão óbvio. Tão emocionante. Esse foi o “feeling” do capítulo 689 de Naruto.

 

Minhas considerações sobre esse capítulo e o que poderá vir a frente são: Esse que vos escreve já está no aguardo do final desse mangá há muito tempo, pois o mesmo já vem se arrastando por mais tempo do que deveria, mas confessa que esse capítulo trouxe um ar de saudosismo há muito perdido pela obra do tio Kishimoto. Quanto ao que poderá acontecer daqui para frente, eu imagino que exista a possibilidade de esse ser realmente o fim da Kaguya, já que o seu maior mérito foi ter isolado todo o resto do mundo com o Tsukuyomi infinito aproveitado do finado Madara, para poder focar as suas atenções apenas para os grandes protagonistas da série.

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