The Mountain and the Viper: Impressões do S04E08 de GoT 3


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the mountain and the viper 01Salve, salve, nerdalhada. Não é costume meu escrever resenhas de episódios específicos de qualquer série que seja aqui no Who’s Nerd?, mas ao assistir o episódio 08 da quarta temporada de Game of Thrones, que foi ao ar nesse Domingo, intitulado: The Mountain and the Viper, surgiu uma necessidade espontânea de resenhar sobre o mesmo. Isso e uma dica dada pela minha excelentíssima Sra. Who’s Nerd, que sugeriu que eu fizesse minhas críticas sobre os episódios. Pois bem, aqui estou para falar sobre tudo o que aconteceu nesse episódio The Mountain and the Viper com as minhas devidas impressões. Desnecessário afirmar que THERE WILL BE SPOILERS, certo?

The Mountain and the Viper

A primeira cena do episódio mostra a selvagem protegida do Sam Tarly, Goiva, alojada na casa de moças que trocam favores por dinheiro situada na Vila Topeira ao sul da Muralha, pouco antes da vila ser tomada pelos selvagens que atravessaram a muralha com o Jon “Sabe de Nada” Snow. Depois de um verdadeiro banho de sangue na vila, os únicos sobreviventes parecem ser Goiva e seu filho, que sobreviveram por um espasmo de bondade da selvagem Ygritte. Vale salientar que Goiva jamais pisou na Vila Topeira nos livros, então isso é mais uma das adaptações livres dos criadores da série.

Após o massacre, temos uma cena mostrando a Patrulha da Noite na muralha decidindo o que deveria ser feito a respeito do ataque surpresa dos selvagens. Sem muito destaque para essa cena, apenas a percepção estratégica de Jon Snow, que sabe (ora vejam só) que seguir para a Vila Topeira é a pior das estratégias que a patrulha poderia tomar.

the mountain and the viper 02Então corta a cena para lá do mar estreito, em Meereen, onde, como bem reparou a Sra Who’s Nerd, o corpo nu feminino mais bem feito já visto na série nos é apresentado, na figura de Missandei, a serva e tradutora da Daenerys Targaryen, a nascida da tormenta, a não queimada, a mãe de Dragões e mais uma c@#$%da de outros títulos. O cenário onde Missandei aparece nua é um rio, onde alguns Imaculados (o exército eunuco da Dany) estão tomando banho, assim como não muito distante dali algumas mulheres também o estão fazendo. Rola aquele olhar entre o Verme Cinzento, o capitão dos Imaculados, e a jovem serva, e desse momento corta para uma conversa entre Missandei e Daenerys. Nessa cena Missandei comenta sobre o acontecido com a sua senhora, que lhe dá uma breve explicação de como as coisas do lado Dothraki da força correm um tanto quanto despudoradas, sem lá muitas cerimônias, e ainda nessa conversa ela pergunta a Missandei se ela tem conhecimento se na castração dos Imaculados “tudo” é cortado, se referindo aos componentes do órgão masculino como o “pilar” e as “pedras” (Risos). Na sequência, ainda em Meereen, Missandei tem uma conversa com o seu observador, Verme Cinzento, que resumidamente começa como uma desculpa do Capitão, e acaba com um: – Eu gostei de você ter me visto peladona. – Eu também gostei do que vi, e rolou até uma pseudoereção. Eis mais um sinal da adaptação feita pelos criadores de Game of Thrones, já que no original não existe esse romance, até pelo fato da Missandei ser uma criança de 10 anos quando ela entra para o grupo da Daenerys.

the mountain and the viper 03Na próxima cena do episódio voltamos para Westeros, agora na história do que um dia fora o orgulhoso Theon Greyjoy, hoje em dia se sentindo mais confortável sendo chamado pelo seu “verdadeiro” nome, Fedor. O cenário é a fortaleza nortenha conhecida como Fosso Cailin, uma fortaleza com um caminho estreito até as suas entradas, cercadas por pântano, situado na região que é conhecida como Gargalo. Na série não é explicado, mas os Homens de Ferro que lá estavam, se encontravam numa situação cada vez mais delicada, já que estavam sendo dizimados pelos Cranogmanos (Jojen Reed e Meera Reed fazem parte desse povo) que constantemente os atacavam com veneno. Vale lembrar também que esse acontecimento só nos é mostrado no quinto livro da saga de As Crônicas de Gelo e Fogo, A Dança dos Dragões. Voltando a série, Ramsay Snow envia Theon Greyjoy para o Fosso Cailin como uma espécie de cavalo de tróia, que rapidamente convence os Homens de Ferro a se renderem e abrir caminho para a guarnição de Roose Bolton. Logo que o trato é selado, como um bom meio Bolton que é, Ramsay Snow passa na espada todos os Homens de Ferro.

Estamos agora no Ninho da Águia em uma espécie de julgamento, onde o réu é o Mindinho, ou Petyr Baelish para os menos habituados a chamá-lo pelo apelido. A questão é simples, ele afirma que a Senhora Lysa Arryn cometeu suicídio, e os Senhores do Vale não parecem confiar muito em sua palavra, solicitando a entrada da, até então conhecida por eles, como Alayne Stone, uma bastarda supostamente sobrinha de Petyr. Bem, aqui vemos mais uma vez a liberdade criativa acontecer, quando a Sansa resolve dizer quem ela realmente é, Sansa Stark, para em seguida criar um roteiro cheio de mentiras e manipulações digna de um veterano de Porto Real, salvando assim a sua própria pele e a do Lorde Petyr. Eu particularmente prefiro a forma como o livro trata essa questão de “evolução” da personagem através dos ensinamentos do Mindinho, questão essa que ficou bastante superficial na série.

the mountain and the viper 04Voltamos então para Meereen, em um momento onde o Sor Barristan Selmy recebe um pergaminho de Porto Real com a assinatura do finado Robert Baratheon cedendo perdão ao Sor Jorah Mormont, ao passo que Sor Barristan descobre que o Sor Jorah estava espionando a rainha dos dragões há muito tempo. Em seguida temos uma conversa tensa entre o próprio Sor Jorah e Daenerys Targaryen, que após saber da traição do seu fiel cavaleiro, o bane imediatamente de Meereen com toda a sua misericórdia e justiça característica.

No Norte, novamente, Roose Bolton parabeniza seu filho bastardo pelos seus feitos, e como presente lhe oferece uma carta assinada pelo próprio rei lhe dando o direito de assumir o nome da Casa Bolton, passando assim a se chamar de Ramsay Bolton. De volta ao Ninho da Águia temos uma breve conversa entre Sansa e Petyr sobre a motivação de Sansa para tê-lo protegido, ao que Sansa tenta explicar que ela não tinha como confiar nos Senhores do Vale, e Petyr então a indaga se ela preferiu acreditar em alguém que ela conhece do que os desconhecidos Senhores do Vale, prosseguindo com um sonoro: – Você pensa que me conhece? Ao passo que a Sansa responde que sabe o que ele quer, deixando nesse momento uma questão no ar, se ela sabe realmente o que o Petyr quer, ou acha que sabe, além de uma tensão ambígua (meio sexual, na minha libidinosa opinião).

the mountain and the viper 05Aqui chegamos em uma das cenas mais desnecessárias do episódio, principalmente para quem já leu os livros. No caminho para o Ninho da Águia, Arya Stark e Sandor Clegane (o Cão de Caça) chegam no Portão Sangrento e ao se apresentar como Sandor Clegane, o Cão de Caça trazendo consigo Arya Stark da Casa Stark e sobrinha de Lysa Arryn, o cavaleiro do Portão os informa que Lysa Arryn morreu há três dias, despertando assim uma gargalhada “espontânea” de Arya. Devo dizer que essa gargalhada mais soou como Bloopers (os velhos erros de gravação) do que uma atuação per se. De forma alguma essa atitude se encaixou no contexto, primeiro por esse momento nunca ter existido nos livros, já que Arya e Cão de Caça jamais chegaram a caminhar propriamente até o Vale de Arryn, e segundo pelas condições em que Arya se encontra (de refém) jamais lhe darem motivações para sorrir abertamente de uma situação genuinamente desesperançosa e desesperadora. Continuando os pontos controversos do episódio, Petyr e Robin Arryn (Robert Arryn nos livros), o filho enfermo de Lysa e Jon Arryn, conversam sobre os deveres de ser o Senhor do Vale, quando de repente uma “nova versão” de Sansa “Malévola” Stark aparece descendo as escadarias com seus novos cabelos negros e sua vestimenta sombria e uma postura austera, bem diferente do que vimos até um episódio atrás. São muitas liberdades criativas para meu senso crítico deixar passar batido, confesso.

the mountain and the viper 06Agora, finalmente em Porto Real, mais precisamente nos “aposentos” temporários de Tyrion Lannister, temos uma longa cena em que ele e Jaime Lannister conversam sobre o destino do Anão e principalmente e predominantemente sobre um tal primo chamado Orson Lannister, que ao ser derrubado pela enfermeira quando bebê, contraiu uma certa lerdeza e como consequência disso, um hábito de ficar esmagando besouros com uma pedra falando “kuh kuh, kuh kuh”. A conversa fiada deve ter tido algum sentido simbólico para esse momento, mas eu confesso que apesar de não ser lerdo como o Orson, não captei as entrelinhas.

Finalmente temos a derradeira cena do episódio. A tão esperada luta entre o príncipe de Dorne, Oberyn Martell e A Montanha, o monstruoso Gregor Clegane, luta essa que dá título ao episódio: The Mountain and The Viper, ou traduzindo: A Montanha e a Víbora (Vermelha). A forma como George R. R. Martin descreve esse julgamento por combate é simplesmente absurda de linda, você consegue sentir no sangue a angústia e ira do príncipe Oberyn, assim como é perceptível também um certo descontrole emocional por parte da Montanha que Cavalga. Na série, fiquei muito preocupado se essa cena iria fazer jus a essa descrição tão bem construída, e pela Fé dos Sete, me senti plenamente compensado pelo que foi ao ar no oitavo episódio dessa quarta temporada de Game of Thrones. De antemão, gostaria de “glorificar de pé” a atuação do ator chileno Pedro Pascal, que interpretou o príncipe Oberyn e nos presenteou com um personagem extremamente carismático com todo aquele sotaque latino e obstinação digna de alguém guiado pelo sentimento de vendeta. O maior ponto fraco dessa cena, não é nem culpa do episódio em si, mas o fato de toda a série não ter dado a devida importância a presença de Gregor Clegane no contexto da história, posto que além de o personagem ter sido interpretado por três atores distintos, o mesmo é visto apenas em sete episódios de toda a série (contando com o próprio The Mountain and the Viper). Acredito que isso acabou tirando um pouco do impacto da imponência do combatente, já que no livro somos minados pelas barbáries cometidas pelo gigantesco sádico da casa Clegane.

the mountain and the viper 07Feito as devidas observações prévias, devo dizer que todo o desenrolar do julgamento por combate entre os dois campeões foi sensacional. Todas as acrobacias e destreza com a lança por parte de Oberyn, assim como todos os movimentos brutais e desajeitados da Montanha, foram muito próximos do que eu imaginei ao ler os livros. A persistência do príncipe de Dorne em obter a confissão do assassinato e estupro da sua irmã Elia Martell e do infanticídio de seus filhos do seu algoz também foi extremamente fidedigna à obra original, deixando evidente o famoso sangue quente dos dorneses. Apesar da luta original ter algumas descrições bastantes sanguinolentas no meio da luta, acredito que o desfecho da mesma foi até mais sanguinário do que no próprio livro. Resumindo toda a minha expectativa em um bom e sonoro: QUE DESFECHO FODA!

Gostaria de acrescentar logo abaixo uma imagem bastante oportuna do cartunista Jeff McComsey, onde toda a luta entre Oberyn e Gregor Clegane pode ser apreciada na mais fina 11ª arte.

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Ah, de brinde fiquem com uma foto inusitada postada no perfil do Instagram do Pedro Pascal (@pascalispunk ) e antes que eu esqueça, quem tiver interessado em entrar numa conversa sadia sobre esse episódio, utilizem o espaço de comentários sem moderação.

Gostaram? Sugestões? Continuo fazendo isso ou só quando o episódio fizer jus a um bom texto? Utilizem o espaço de comentários também, e, quem sabe, até a próxima.

  • Monza

    muito bom, continue a comentar..

  • princite

    AND SMASHED HER FUCKING HEAD IN LIKE THISSSSSSSSSSSS

  • Rodrigo Santos

    Sensacional a série…ótimo a tua resenha, parabéns.