Old School: Super Mario World


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igor_queiroz_old_school_super_mario_world_01.2014.02.15Salve, salve, nerdalhada! Aqui estou, trazendo das profundezas do histórico de sessões do Who’s Nerd? uma especial, que venho querendo renascer há muito tempo, que é a nossa boa e velha sessão Old School. O último post que fiz dessa sessão, foi sobre Metal Gear Solid do PS1, ainda no primeiro semestre de 2012, e está mais do que na hora de eu consertar essa falha comigo, e com vocês, nossos prezados leitores. Portanto, sem mais delongas, assim como a Fênix da mitologia grega, estamos renascendo das cinzas de 2012 essa excelente sessão (cof, cof) com um dos títulos da Nintendo mais icônicos e representativos: Super Mario World.

Old School: Super Mario World

No ano de 1990 surgia o primeiro jogo da franquia Super Mario Bros no mais novo console da Nintendo da época, que obviamente se tratava do Super Nintendo Entertainment System (SNES) ou Super Famicom (que vem de Super Family Computer – HAHAHA) como era conhecido lá no Japão. O nome desse jogo ficou conhecido mundialmente como Super Mario World, mas lá no Japão, além do título, também possuía o subtítulo de Super Mario Bros 4 (apesar de ter sido o 5º jogo da franquia). Super Mario World na verdade foi vendido juntamente com o lançamento do console SNES em um pacote, já que o mesmo foi desenvolvido pela própria Nintendo sob a figura do lendário Shigeru Miyamoto como produtor com apoio da direção de Takahashi Tezuka. O jogo fez um sucesso estrondoso, e até hoje é considerado como um dos melhores jogos da franquia, mesmo depois dessas mais de duas décadas de seu lançamento. Em todo o mundo, Super Mario World vendeu mais de 20 milhões de cópias, e foi relançado quatro vezes, sendo uma delas para o próprio SNES no jogo Super Mario All-Stars, que reunia remakes dos jogos clássicos dos irmãos Bigodudos que foram lançados para NES (Nintendo Entertainment System). Vale lembrar que o Super Mario All-Stars que possui Super Mario World é uma versão alternativa criada em 1994.

Super Mario World e seu enredo: Ou você pensava que não tinha?

Ouso dizer que pelo menos 95% dos fãs brasileiros de Super Mario Bros nunca deram importância para o seu enredo, e que pelo menos 100% desses mesmos nunca se deram ao trabalho de sequer saber do que se trata a épica saga dos irmãos encanadores. E se eu dissesse que Super Mario World tem sim o seu enredo? E se eu dissesse que o seu enredo segue inclusive uma sequência cronológica? Pois é, por mais absurda e desnecessária que seja essa informação, a verdade é que Shigeru Miyamoto se preocupou sim em criar um enredo minimamente decente para a sua cria-mor.

igor_queiroz_old_school_super_mario_world_02.2014.02.15Depois dos irmãos Mario e Luigi salvarem o Reino do Cogumelo (Mushroom Kingdom) em Super Mario Bros 3, eles decidem tirar férias em um lugar chamado Terra dos Dinossauros (Dinosaur Land), onde existem vários dinossauros. Porém, enquanto eles descansavam em uma praia, a sofrida Princesa Peach (que no ocidente ainda era conhecida como Princess Toadstool) desaparece. Quando eles acordam, procuram por ela por horas, até encontrar um ovo gigante, que se choca e nos apresenta pela primeira vez o icônico personagem “dinossaurídioYoshi. Ele então explica que os seus amigos dinossauros também foram aprisionados em ovos pelos Koopas do mal, e rapidamente Mario e Luigi percebem que só pode se tratar dos minions do grande vilão, o Rei Koopa Bowser. E então eles partem em sua missão para salvar a princesa do terrível Bowser e o resto nós já sabemos o que dá. Não é lá das histórias mais originais, é verdade, mas ainda assim é mil vezes melhor do que o ridículo enredo de jogos como Candy Crush Saga e Angry Birds, que subestimam a nossa inteligência com frases como “UAU! Que dias bons!“.

Super Mario World: Jogabilidade por jogabilidade

Não gosto de taxar a jogabilidade de Super Mario World como o fator crucial para que o mesmo tenha feito tanto sucesso, mas confesso que sem dúvida alguma, é uma característica fortíssima desse jogo. Forte por que em uma época que controles não tinham mil e uma funções e botões, o pequeno controle do SNES conseguiu levar as diversas salas e quartos das famílias daquela época, uma experiência desafiadora e recompensadora. Como todos os jogos da franquia até aquele momento, Super Mario World também era um jogo 2D de plataforma side-scrolling que contava com basicamente as mesmas mecânicas de seus antecessores, se diferenciando apenas pela adição de alguns elementos novos. Deixo claro que esse apenas não é de nenhuma forma pejorativa, posto que as pequenas alterações e adições na sua jogabilidade, foram de um impacto gigantescamente positivo.

igor_queiroz_old_school_super_mario_world_03.2014.02.15Se no Super Mario Bros 3 o Mario tinha acesso a diversas roupagens como a do Guaxinim, do Tanuki (animal da mitologia japonesa), do Sapo ou do Irmão Martelo, em Super Mario World essas características se perderam, deixando apenas os elementos clássicos como o “Super Cogumelo” e a “Flor de Fogo“, além de adicionar a “Pena“, que acaba por dar uma capa ao Mario, e assim a habilidade de voar, que diferente da habilidade de voar em Super Mario Bros 3, dessa vez você pode voar por tempo ilimitado. Outro elemento inovador que foi muito bem vindo, foi a adição do Yoshi, que adicionou uma complexidade maior de jogabilidade dando assim mais possibilidades de encarar os desafios propostos por cada fase (quase todas, já que os castelos e as mansões assombradas não permitiam a entrada do seu fiel companheiro). O jogo era dividido em 7 mundos, os quais podem ser concluídos linearmente, ou você pode avançar algumas etapas através da “Rota da Estrela” ou “Star Road”, que são acessadas através de alguns caminhos secretos, que podem lhe levar até o castelo do Rei Koopa de forma bem mais rápida. Além disso, os Power Ups Super Cogumelo, Flor de Fogo e a Pena podiam ser estocados em um espaço vazio que no HUD (heads-up display) do jogo se encontrava na parte central superior da tela. Também era possível jogar no modo multiplayer de modo cooperativo, apesar de aceitar apenas um jogador por fase, em um esquema de revezamento “cada um joga uma vida ou fase”.

Super Mario World: E sobre os gráficos?

Como tratava-se de um novo console, a possibilidade de trabalhar com mais paletas de cores, com mais sprites, tornou Super Mario World um jogo extremamente bem feito em sua época de lançamento, e pelo fato de ser um jogo 2D, com certeza ele envelheceu muito bem, e até hoje os seus gráficos são muito agradáveis aos olhos, sempre bastante coloridos e cheios de vida. Todo esse trabalho é mérito do artista Shigefumi Hino, que demonstrou saber dos paranauê domínio da mais fina arte de animação 2D assim como os cenários e tudo mais.

igor_queiroz_old_school_super_mario_world_04.2014.02.15Por ter 7 mundos distintos, Super Mario World conta com uma grande variedade de cenários e inimigos, que juntos resultam nesse grandioso trabalho artístico do mundo dos games. A forma como Super Mario World foi feito, abriu portas para uma era de outros jogos do estilo plataforma side-scrolling se aproveitarem de várias de suas ideias para criarem os seus próprios mundos bidimensionais.

Super Mario World: Música para toda uma geração

Eis aqui outro grande trunfo de Super Mario World, ter uma trilha sonora muito acima da média, criada de forma maestral pelo compositor tão lendário quanto o próprio Miyamoto, Koji Kondo. A variedade de músicas encontradas em Super Mario World não é tão grande quanto o número de músicas que se encontra nos jogos atuais (toda a trilha original de Super Mario World não chega a ter nem 30 minutos, é sério), mas a diversidade entre elas é o que mais surpreende, indo desde músicas animadas (a maioria), até mesmo pegadas mais dramáticas como as músicas dos castelos e mansões assombradas. Tem até mesmo uma batida mais pesada na música do castelo do Bowser e também na música do confronto com o mesmo.

Todas as músicas de Super Mario World, sem exceção, se encaixam perfeitamente com os momentos. Isso só acontece quando o compositor consegue compreender perfeitamente onde e como seu trabalho será empregado. Temos excelentes jogos na indústria que possuem uma trilha sonora miserável, ou em alguns casos atípicos, temos jogos fraquíssimos com uma trilha sonora estranhamente agradável. A verdade é que em nenhum dos dois casos citados, a experiência completa se torna satisfatória, porém, Super Mario World nos traz o cenário perfeito, onde o áudio se encaixa perfeitamente com o visual e  a mecânica, nos trazendo assim uma obra audiovisual interativa magnífica, que nos premia com uma das melhores músicas de encerramento que um jogo daquela época poderia ter.

Para encerrar esse post Old School, queria deixar com vocês um vídeo clássico, que já está completando 10 anos de divulgação, do carinha que ficou conhecido mundialmente por Video Game Pianist, com o seu inesquecível vídeo: “The Blindfolded Pianist“, que em tradução livre é algo como “O Pianista Vendado“. Martin Leung é o nome oficial do Video Game Pianist, e após o sucesso desse vídeo, ele acabou sendo chamado para vários eventos de jogos, tendo inclusive visitado o Brasil na Brasil Game Show de 2011 e ser figurinha recorrente no evento que também já deu as caras aqui no Brasil, Video Games Live. Assistam abaixo e se emocionem.