O novo vídeo clipe da Valesca Popozuda não pode passar despercebido


Semana passada uma colega de trabalho dividiu comigo essa pérola que está rolando na internet: O novo vídeo da Valesca Popozuda. Meu Zeus, o que é isso? São tantas emoções que ainda não sei nem por onde começar, se pela falta de noção da pessoa, ou se pelos tantos sinais emitidos aleatoriamente que perdem completamente o seu sentido.

helosa_araujo_valesca_popozuda_beijinho_no_ombro.2014.01.07

Alguma coisa não se encaixa nessa cena…

Ok, então vamos começar pelo começo (sentido literal referente ao vídeo). Ao clicar play, de cara aparece um letreiro cinematográfico cheio de efeitos que dá margem a dois outros letreiros de créditos iniciais, e o terceiro é uma logo nada criativa da Valesca Popozuda com o nome da música “Beijinho no Ombro” (que, aliás a expressão já está mais do que ultrapassada, né galera?) o que dá a impressão de se tratar de um daqueles vídeo clipes com produção de filme e histórias, conteúdos, por mais tosco que seja o simples fato da existência desses letreiros, nossa imaginação cuida de nos fornecer ilusões que segundos depois são quebradas.

Bem, após os letreiros, abre a cena em plano geral do local onde a viagem vai acontecer, um castelo, olha só! Ah, claro, e os créditos toscos continuam firmes e fortes, a cena é aproximada rapidamente, corta e aparecem pessoas com roupas suspeitas escuras, andando em marcha, no ritmo, passando por entre sombras e espaços obscuros e que diante da gloriosa Valesca, mostram seus rostos e corpos esculturais. Corta. A Valesca Popozuda que estava embaixo, no escuro, começa a descer as escadas, em uma outra cena, em uma outro contexto. Claro que nos vídeos musicais a linearidade é totalmente diferente, mas poxa, vamos tentar ao menos fazer sentido?

Valesca Popozuda canta “Beijinho no Ombro”, e Pasquale agoniza em algum lugar do globo

E daí pra frente, começa o pancadão. Fique atento para quando a música começar, a letra simplesmente não casa com o cenário que não casa com as roupas, que só casa com a coreografia. Ninguém avisou pra essa produção que todo esse conteúdo sem nexo tem que ter um por quê? Mas, enfim, vamos continuar. Prestem atenção em seus dançarinos, levemente afeminados, deixando explícito qual o seu público pretendido. Desnecessário. O exagero, e a união de sinais absorvidos de todas as obras que essa produção achou que deu certo é tão louco, que eu juro que esperei até o final aparecer um zumbi ai no meio e começar a dançar beijim no ombro (outra observação, cedida pelo sr. Who’s Nerd? é que o nome da música é Beijinho no Ombro, mas a Valesca Popozuda pronuncia Bejim, ok, próximo).

A tosquisse continua por mais alguns minutos, lhe proporcionando lindas gargalhadas de emoção. Até que a loira poderosa aparece cantando com um tigre, gente. Sim, um tigre. E uma águia. Pois é. Ela simplesmente gastou todas as economias dela com esses animais. Mais um pouco de emoção e a  música pára, mas, claro, como se trata de uma produção cinematográfica, o vídeo continua, e começa a nevar (que inclusive, tiveram o mesmo visual effects de Game of Thrones, olha só), juntamente com os créditos finais do filme, a cada crédito, uma fotografia da Valesca Popozuda, na neve (claro, por que faz todo sentido), com o tigre e a águia. Minha gente, vamos dançar, que depois desse vídeo, eu sou fã da Valesca Popozuda! Keep Calm e olha o recalque!

 


About Helosa Araújo

Graduada em Publicidade e Propaganda e especialista em Moda e Comunicação pela Universidade de Fortaleza, eterna estudante e pesquisadora (tendo como principais temas a fotografia, sociedade, cultura e etnias) e dona do blog Tem Na Fotografia. Teve seu primeiro contato com a fotografia (propriamente dita) em 2005 e depois de trabalhar em vários setores da comunicação se entregou aos clicks em 2007 e hoje não sabe ver uma cena sem um determinado olhar crítico pensando em uma forma de enquadrá-la. Profissionalmente falando, Helosa vivia dividida entre várias categorias da fotografia, passeou como freelancer pela fotografia Social, de Moda, Publicitária, Newborn e Documental, hoje, repórter fotográfica do jornal Diário do Nordeste tenta cumprir o seu papel de comunicadora visual usando a fotografia como sua principal ferramenta.